Sendo entusiasta ou condenador, é inegável que o uso de inteligência artificial na indústria criativa é um dos tópicos mais delicados desses últimos anos. As discussões sobre os limites dessa tecnologia têm crescido exponencialmente, assim como grandes artistas têm se pronunciado cada vez mais sobre o assunto. Conhecido como um grande defensor do trabalho manual e prático no cinema, Christopher Nolan não poderia sair impune desse debate.
O cineasta britânico — que, nesse momento, promove seu mais recente filme, A Odisseia, uma adaptação do poema épico grego de mesmo nome — comentou sobre o quanto se vê encorajado pelas novas gerações, que estão rapidamente rejeitando "os trabalhos malfeitos por IA" em favor de produções pensadas com esmero e criatividade.
Christopher Nolan defende o cinema "mais tátil", afirmando que a nova geração não aceita qualquer porcaria feita por IA nas telas
"Nunca vi, em toda a minha vida, uma rejeição tão rápida e generalizada de um avanço tecnológico supostamente fundamental", disse Nolan sobre a visão atual sobre inteligência artificial numa entrevista para o The Telegraph. "Tanta energia foi gasta para introduzir a IA, mas, se você observar a reação dessa geração, verá que ela a está rejeitando totalmente."
Nolan citou até mesmo seus filhos como exemplo, que…
Artigo original publicado em AdoroCinema
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