Para garantir o realismo de GTA 6, a Rockstar Games realizou anos de pesquisa de campo na Flórida para conceber o estado fictício de Leonida. Segundo o diretor de narrativa Rupert Humphries, a equipe buscou ir além de mapas genéricos e vivenciou a rotina local, explorando de pântanos a clubes noturnos. Nas regiões mais perigosas, os desenvolvedores foram guiados por policiais aposentados para absorver a verdadeira identidade, dinâmica social e sensação de risco do ambiente.
Por trás dos grandes videogames, há incontáveis horas diante de um computador em um escritório, mas os estúdios mais ambiciosos sabem que a autenticidade exige sair para o mundo real.
Enquanto a Ubisoft recorre a historiadores para construir a ambientação de Assassin's Creed, a Rockstar Games apostou em um trabalho de campo mais cru para dar vida à Flórida e a Miami em GTA 6.
Sua equipe passou anos percorrendo as entranhas do estado americano, escoltada por policiais aposentados e visitando desde áreas pantanosas até clubes de strip-tease.
Rupert Humphries, vice-presidente sênior de narrativa da Rockstar, revelou em entrevista à Game Informer que a equipe organizou várias expedições ao longo do desenvolvimento.
O objetivo era claro: impedir que o estado fictício de Leonida parecesse uma simples maquete interativa ou um mapa genérico de videogame. Para captar sua verdadeira identidade, os desenvolvedores precisavam vivenciar o ambiente na pele.
Uma rotina que busca ir além
Longe de serem férias pagas ou simples sessões de fotos de pontos turísticos, a pesquisa envolveu uma imersão total na rotina local. Segundo Humphries, os desenvolvedores passaram noites inteiras dirigindo por estradas desertas e aventuraram-se pelos Everglades para registrar a sensação de perigo e isolamento transmitida pelos pântanos.
Essas jornadas não foram feitas às cegas. Nas áreas mais críticas, a Rockstar contratou policiais aposentados como guias; eles não apenas forneceram contexto sobre a dinâmica das...
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