Anitta é coroada rainha da Grande Rio por Eloína dos Leopardos no Rio

Aos 80 anos, artista foi a responsável por entregar a coroa à cantora durante cerimônia no Rio de Janeiro

21 set 2026 - 10h12
Resumo
Anitta foi coroada rainha da Grande Rio por Eloína dos Leopardos, de 80 anos, ícone histórico do Carnaval carioca. Convidada por Joãosinho Trinta na Beija-Flor em 1976, Eloína é reconhecida como a primeira rainha de bateria e a primeira mulher trans a ocupar o posto. Além de sua trajetória no samba, a veterana tem rica carreira artística marcada pelo teatro, pelo exílio em Paris durante a ditadura militar e pela criação do famoso espetáculo Noite dos Leopardos, além do projeto Divinas Divas.

Anitta foi coroada rainha da Grande Rio neste domingo (20), no Rio de Janeiro, e a responsável por entregar a coroa à cantora foi Eloína dos Leopardos. Aos 80 anos, a artista é um nome histórico do Carnaval carioca e foi pioneira ao ocupar o posto de rainha de bateria.

Eloína dos Leopardos coroou Anitta na Grande Rio
Eloína dos Leopardos coroou Anitta na Grande Rio
Foto: Instagram @ep_ewerton / Famosos e Celebridades

O encontro entre as duas gerações aconteceu durante uma cerimônia da escola e resgatou a trajetória de Eloína, que fez história décadas antes de Anitta assumir o posto na Grande Rio.

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Eloína desfilou à frente da bateria da Beija-Flor de Nilópolis em 1976, em uma época em que a função ainda não tinha o formato tradicional conhecido atualmente. Sua presença na escola aconteceu por convite do carnavalesco Joãosinho Trinta, depois que ele a conheceu em um concurso durante um baile de Carnaval.

À frente da bateria no enredo Sonhar com Rei Dá Leão, Eloína ajudou a Beija-Flor a conquistar o título daquele ano. Ela permaneceu na agremiação até 1978 e é reconhecida pela própria escola como a primeira rainha de bateria do Carnaval e a primeira rainha trans da festa.

Mas a história de Eloína vai muito além do samba. Nascida no Rio de Janeiro, em 1945, ela começou no teatro trabalhando nos bastidores, como camareira de vedetes, antes de passar a atuar nos palcos.

Durante a ditadura militar, em 1969, deixou o Brasil e seguiu para Paris, onde continuou trabalhando como artista. Anos depois, de volta ao país, criou o espetáculo "Noite dos Leopardos", que ficou conhecido pela sensualidade e pela presença de homens nus em cena. A produção permaneceu em cartaz no Rio por cerca de dez anos.

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Eloína também integrou o Divinas Divas, projeto que reuniu nomes da primeira geração de artistas travestis brasileiras.

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