O diretor italiano Tinto Brass, consagrado mestre do cinema erótico, morreu aos 93 anos nesta quarta-feira (4), em Roma, segundo confirmou sua família. Nascido em Milão em 1933, Brass abandonou o Direito pelas artes e construiu uma carreira marcante com quase 30 longas-metragens, tornando-se referência internacional no gênero com clássicos como "Salon Kitty", "A Chave" e o polêmico "Calígula". A causa do falecimento não foi divulgada, e o funeral será restrito a familiares.
O diretor italiano Tinto Brass, considerado um dos mestres do cinema erótico do país, morreu na manhã desta quarta-feira (4), em Roma, por volta das 10h30 (horário local).
A informação foi confirmada à ANSA por sua esposa, Caterina Varzi, e pelos filhos, Bonifacio e Beatrice Brass.
A família planeja realizar uma cerimônia fúnebre estritamente privada. Até o momento, a causa da morte não foi revelada.
Nascido em Milão, em 26 de março de 1933, Giovanni Brass, conhecido como Tinto Brass, foi diretor, roteirista, montador e escritor. Ao longo de sua carreira, dirigiu quase 30 filmes e se consolidou como um dos principais nomes do cinema erótico italiano.
Neto do pintor Italico Brass, Tinto cresceu em uma família ligada às artes. Seu avô, que se casou com uma mulher russa, mudou-se de Gorizia para Veneza, onde adquiriu a Abbazia della Misericordia, que utilizou como espaço para expor suas obras.
Embora tenha estudado Direito, Brass logo desenvolveu uma paixão pelo cinema e construiu uma trajetória marcada por produções que se tornaram referências do gênero. Entre seus filmes mais conhecidos estão "Salon Kitty" ("Salão Kitty") (1976), "La chiave" ("A Chave") (1983), "Calígula" (1984), "Miranda" (1985), "Capriccio" (1987), "Paprika" (1990) e "Monella" (1998).
Em 2010, o cineasta sofreu um acidente vascular cerebral (AVC). Na ocasião, afirmou que, caso ficasse incapacitado, a "chave de sua vida" estaria nas mãos da esposa, Caterina. "Ela escolherá o melhor para mim", declarou.