Franco Fontana, mestre da fotografia e da cor, morre aos 92 anos na Itália

Fotógrafo italiano ganhou reconhecimento internacional por composições abstratas

29 ago 2026 - 11h42
Resumo
O fotógrafo italiano Franco Fontana, mestre da fotografia contemporânea e do uso da cor, morreu aos 92 anos em Modena. Famoso por sua estética minimalista, que transformava paisagens em formas geométricas e abstratas, ele teve obras integradas a mais de 50 museus globais e realizou mais de 400 exposições. Além de seu trabalho autoral de prestígio, Fontana construiu uma carreira sólida na publicidade, no mercado editorial e na educação artística internacional.

O fotógrafo italiano Franco Fontana, considerado um dos grandes mestres da fotografia contemporânea e do uso da cor, morreu aos 92 anos em Modena, na Itália, neste sábado (29).

    Nascido em Cognento, em 9 de dezembro de 1933, Fontana construiu uma carreira marcada por uma linguagem visual singular, baseada na exploração de cores, formas e paisagens.

Publicidade

    Suas obras integram acervos de mais de 50 museus em diferentes partes do mundo. Ao longo da carreira, o artista foi tema de mais de 400 exposições e teve cerca de 70 livros dedicados à sua produção artística, além de receber diversos prêmios e reconhecimentos internacionais.

    A partir da década de 1970, Fontana desenvolveu um estilo composicional minimalista, no qual campos de cor transformavam elementos da natureza e da paisagem em formas abstratas e figuras quase geométricas. Essa abordagem consolidou sua reputação internacional e ganhou especial destaque com a publicação da monografia Skyline, em 1978.

    Além do trabalho autoral, Fontana teve uma extensa atuação no campo da publicidade e da fotografia editorial. Criou campanhas para grandes marcas, entre elas Fiat, Volkswagen, Ferrovie dello Stato, Sony, Volvo, Versace, Canon, Kodak, Snam e Robe di Kappa.

    O italiano também colaborou com importantes publicações internacionais, como Vogue dos Estados Unidos e da França, Venerdì di Repubblica, Sette del Corriere della Sera, Frankfurter Allgemeine e The Times.

Publicidade

    Sua trajetória incluiu ainda projetos ligados à educação e a instituições culturais. Em 1999, ensinou fotografia a crianças do ensino fundamental em Nova York, em uma iniciativa do CRAF e do Museu Solomon R. Guggenheim.

    Fontana também colaborou com o Centro Georges Pompidou e com os Ministérios da Cultura da França e do Japão.

    Em 2006, recebeu um título honorário em design da Universidade Politécnica de Turim, reconhecimento pela relevância de sua contribuição para a cultura visual e para a fotografia. .

Curtiu? Fique por dentro das principais notícias através do nosso ZAP
Inscreva-se