Com a utilização de drones e radares, especialistas de diversas áreas concluíram o primeiro mapeamento e a catalogação do sítio arqueológico de Pompeia, no sul da Itália, o que permitirá determinar, com maior precisão, os elementos a serem restaurados e sua prioridade, informou o site Il Post.
Os dados coletados na área com cerca de 1,2 mil estruturas, que incluem casas e negócios e totalizam mais de 13 mil cômodos, foram feitos com drones para produzir fotografias aéreas, além de radares para medir deformações do solo.
As informações obtidas foram inseridas em um software que o Parque Arqueológico de Pompeia utilizará para determinar a prioridade das atividades de restauração: funcionários e colaboradores poderão assinalar eventuais problemas em tempo real, além de anexar imagens. Com isso, as atividades de manutenção e restauração devem se tornar mais direcionadas e eficientes, reduzindo seus custos.
Durante oito meses, os profissionais examinaram cada elemento de interesse do parque arqueológico, como pisos, paredes, afrescos, mosaicos e elementos arquitetônicos, elaborando um relatório individual com detalhes de conservação. No total, cerca de 70 mil formulários foram compilados.
As análises de mapeamento deverão se repetir mensalmente, de modo a monitorar eventuais danos estruturais, acúmulo de água ou crescimento de vegetação, assim como o andamento das obras. Já o trabalho de catalogação será refeito uma vez por ano.