Região espanhola parece promissora para mineração de terras raras, mas fenômeno pode não dar em nada

O que de fato impulsiona a mineração moderna não é o minério, mas o ciclo de notícias

29 jun 2026 - 08h55
(atualizado às 09h43)
Terras raras
Terras raras
Foto: Shane Mclendon / Xataka

Em Aldeaquemada, na Espanha, uma empresa australiana acabou de extrair um testemunho de sondagem e anunciar que se trata de "uma área de alta qualidade" para minerar terras raras.

A empresa em questão é a Osmond Resources. No furo SOR-08, a empresa encontrou mais mineral do que o previsto ao norte da província. Trata-se de um projeto que cobre 756 unidades mineiras entre Aldeaquemada e Santisteban del Puerto e busca "titânio, zircônio, háfnio e terras raras" presos em quartzitos que, há centenas de milhões de anos, eram areia de praia.

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O anúncio tem uma pegadinha, no entanto. O que foi divulgado é uma confirmação "durante" a perfuração. As análises de laboratório (as que realmente importam) levarão semanas. Mas, na prática, isso nem é o ponto central. Basta uma rápida busca na internet para confirmar que toda a região de Jaén está sendo perfurada com entusiasmo há meses.

E de onde vem todo esse entusiasmo? Em princípio, de três fatores relativamente independentes. O primeiro é geopolítico: em 2024, a União Europeia acelerou a estratégia de "soberania mineral" e aprovou um regulamento de matérias-primas críticas. A ideia era garantir que a extração, o processamento e a reciclagem de matérias-primas estratégicas realizados na Europa cubram, respectivamente, 10%, 40% e 25% da demanda da UE.

Um projeto como o Orion, voltado para terras raras, é o tipo de iniciativa que, na Europa, soa como algo promissor.

Há apenas alguns meses, o governo espanhol aprovou um plano de ...

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