Em 2000, Ian Buck queria fazer algo que parecia impossível: jogar Quake III em resolução 8K. Ele estudava ciência da computação em Stanford, com especialização em computação gráfica, quando teve uma ideia maluca: juntar 32 placas de vídeo GeForce e renderizar Quake III em oito projetores estrategicamente posicionados.
"Aquilo", explicou ele anos depois, "foi lindo".
Buck contou essa história em "The Thining Machine", ensaio publicado por Stephen Witt em 2025 que traça a história da NVIDIA. Claro, uma das partes fundamentais dessa história é a origem do CUDA, a arquitetura que os desenvolvedores de IA transformaram em uma joia e que possibilitou impulsionar a empresa e torná-la a mais importante do mundo em valor de mercado.
E tudo começou com Quake III.
GPU como supercomputador doméstico
Aquilo, claro, foi apenas um experimento divertido, mas para Buck foi uma revelação, porque ali ele descobriu que talvez chips gráficos especializados (GPUs) pudessem fazer mais do que apenas desenhar triângulos e renderizar frames de Quake.
Para descobrir, ele mergulhou nos aspectos técnicos dos processadores gráficos da NVIDIA e começou a pesquisar suas possibilidades como parte de seu doutorado em Stanford. Ele reuniu um pequeno grupo de pesquisadores e, com uma bolsa da DARPA (Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa), começou a trabalhar numa linguagem de programação de código aberto que chamou de Brook.
Essa linguagem permitiu algo incrível: transformar placas gráficas em ...
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