Há momentos em que um programa espacial deixa de ser apenas uma promessa e se transforma em uma contagem regressiva tangível. A Artemis II acaba de chegar a esse ponto. A missão entra no terreno da preparação controlada de decisões que já não se revertem com facilidade nem sem custo. Ainda não é o lançamento, nem sequer uma data definida, mas é o passo que obriga a demonstrar que tudo o que foi projetado, integrado e testado ao longo de anos pode funcionar.
O avanço concreto veio no fim de semana. O foguete Space Launch System, com a nave Orion, concluiu sua transferência do Vehicle Assembly Building até a rampa 39B do Kennedy Space Center, um percurso de cerca de 6,5 km que durou doze horas. A operação terminou com a colocação do conjunto sobre os pedestais da plataforma de lançamento, um passo que permite o início das atividades.
O próximo passo é o Wet Dress Rehearsal, o teste que condiciona tudo o que vier depois. Nesse ensaio, a NASA explica que as equipes devem demonstrar a capacidade de carregar grandes quantidades de propelentes criogênicos, realizar uma contagem regressiva de lançamento de teste e praticar a retirada segura do combustível do foguete, sem astronautas a bordo. A contagem regressiva será interrompida pouco antes da decolagem simulada.
Enquanto os preparativos são finalizados, o trabalho na rampa avança em várias frentes de forma simultânea. A NASA detalha que as equipes conectaram linhas de purga para manter em condições adequadas as cavidades do ...
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