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Produtividade: Secretaria da Agricultura analisa incentivo ao uso de calcário

Produtores paulistas utilizam cerca de 4,5 milhões de toneladas de calcário por ano, consumo que poderia ser triplicado

12 abr 2019
17h01
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A Secretaria de Estado da Agricultura está de olho na produtividade do campo em São Paulo. Culturas, como a cana de açúcar, sofrem com o rendimento baixo por hectare. Nesse sentido, o uso de estratégicas técnicas, como a aplicativa do calcário, pode ajudar a melhorar os resultados.

A avaliação é de José Luiz Fontes, assessor técnico da Secretaria. Fontes teve uma reunião no último dia 9 de abril com o vice-presidente do Sindicato das Indústrias de Calcário e Derivados para Uso Agrícola do Estado de São Paulo (Sindical), Fábio Ramos Vitti, e com o diretor executivo do Sindical, Euclides Jutkoski. O encontro ocorreu na sede da secretaria, em São Paulo.

O Sindical levou à secretaria a reivindicação no sentido de que ocorra um incentivo ao uso de corretivos, como o calcário, junto ao produtor rural paulista. Hoje os 345 mil produtores paulistas utilizam cerca de 4,5 milhões de toneladas de calcário por ano, consumo que poderia ser triplicado.

"Boa parte dos resultados obtidos pelo agronegócio paulista resulta da correção da acidez de solo", disse Vitti. Ele lembrou do avanço ocorrido entre no período após os anos de 1995 e 1998, quando o governo paulista, dentro do programa de MicroBacias, incentivou a correção da acidez do solo - o que ocorre em grande parte do país.

"Havia campos de demonstração que apontavam os benefícios da correção do solo, que ajudam inclusive nos custos. A eficiência dos fertilizantes aumenta em áreas corrigidas", destacou Euclides.

O encontro resulta do contato realizado o ano passado pelo Sindical junto ao governo estadual.

A Secretaria de Estado da Mineração integra a ação. Técnicos de mineração do governo elaboraram um mapa que aponta as jazidas de calcário existentes no estado.

O estudo mostrou que há possibilidade de incentivo ao consumo, independente de questões que afetam o setor - como a logística. "Nossas associadas estão preparadas para a demanda que será gerada com o incentivo", disse Vitti.

Fontes destacou a necessidade de envolvimento técnico na questão. Já Euclides destacou: "estamos elaborando uma ação de divulgação da importância da calagem. Vamos, inicialmente, às faculdades, divulgar o vídeo que fizemos sobre as práticas de conservação do solo".

A secretaria irá avaliar os dados do estudo e formas de ação. Fontes avalia que a ação também trará a recuperação de áreas degradadas, por exemplo, com a erosão. A propriedade média no estado tem 73 hectares.

DINO Este é um conteúdo comercial divulgado pela empresa Dino e não é de responsabilidade do Terra
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