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Violência durante cúpula do G-8 faz primeira vítima fatal
Ativista morto é encoberto pelas botas dos policiais (Reuters)

Sexta, 20 de julho de 2001, 19h23
» Veja a seqüência de imagens da morte do ativista

O italiano identificado como Carlo Giuliani, de 23 anos, morreu após ser baleado por um soldado paramilitar durante um protesto, no qual uma multidão atacou uma van dos "carabinieri" com pedras. O incidente ocorreu na Piazza Alimonda, a cerca de 2 quilômetros do palácio Renaissance, onde os líderes do G-8 - os sete países mais industrializados do mundo mais a Rússia - se reuniam.

O manifestante foi atingido por dois tiros disparados do veículo, depois que jogou um extintor de incêndio contra os policiais. Após cair, Giuliani foi atropelado por um jipe dos carabinieri. Durante algum tempo, o corpo ficou estirado na rua. Segundo fontes do Ministério do Interior italiano, o jovem tinha vários antecedentes penais por resistência e ultraje à autoridade desde 1995.

A morte foi lamentada pelo presidente norte-americano, George W. Bush, que classificou o fato como "uma tragédia". Já o presidente da Itália, Carlo Azeglio Ciampi, pediu que as pessoas que participam dos protestos contra a reunião "parem imediatamente" com a "violência cega". O primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, também lamentou a morte do manifestante.

Aproximadamente 85 pessoas ficaram feridas e 50 foram presas nos últimos dois dias, quando os atos antiglobalização se tornaram mais violentos em Gênova. Milhares de ativistas se deslocaram de vários pontos do mundo para protestar contra a reunião entre chefes de Estado e de governo dos Estados Unidos, Grã-Bretanha, França, Itália, Canadá, Japão, Alemanha e Rússia.

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Redação Terra

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