Atualizado às 19h03
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Um manifestante de 23 anos morreu após ser baleado por um soldado paramilitar italiano durante um protesto contra a Cúpula do G-8 em Gênova, afirmaram testemunhas e autoridades. O governo italiano confirmou que a morte foi causada por um tiro. Um fotógrafo da Reuters viu um grupo de manifestantes antiglobalização atacarem uma van dos carabinieri (policiais) com pedras. O manifestante foi atingido por dois tiros disparados de uma van depois de jogar o extintor de incêndio contra o veículo. O manifestante, que aparentemente pertencia a um grupo anarquista, caiu e depois foi atropelado por um jipe dos carabinieri, disse o fotógrafo. O homem, vestido com uma camiseta branca, jeans e um capuz preto, permaneceu na rua, com o sangue jorrando de sua cabeça.
O Ministério do Interior da Itália confirmou que o jovem morreu vítima de um disparo. "Ele foi morto por um disparo provavelmente feito por um carabineiro ferido para se proteger", disse o comunicado do ministério.
Um médico que acompanhava os milhares de manifestantes durante o dia afirmou que o manifestante levou dois tiros na Piazza Alimonda, a cerca de 2 quilômetros do palácio Renaissance, onde os líderes do Grupo dos Oito se reuniam. "Ele foi atingido duas vezes, uma na testa e outra na face esquerda", disse Valeria Valerio, médica do Fórum Social de Gênova. "Ele tinha sangue saindo de sua boca."
Foi o incidente mais violento em um dia de protestos. A polícia prendeu 38 manifestantes antiglobalização e pelo menos 45 pessoas ficaram feridas nos confrontos dos policiais com os manifestantes.
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