O primeiro dia do encontro dos líderes do G-8, em Gênova, promete mais manifestações violentas, apesar da forte proteção da polícia. O primeiro confronto foi registrado na sexta-feira, no lado leste da cidade. A polícia repreendeu os protestos com bombas de gás lacrimogêneo. Manifestantes com capacetes e escudos preparavam-se para mais protestos em Gênova, enquanto os líderes dos países que integram o G-8 (as sete nações mais industrializadas do mundo mais a Rússia) começavam a chegar à cidade portuária na Itália. Milhares de manifestantes antiglobalização aglomeraram-se em um estádio que fica no subúrbio da cidade. A polícia preparou uma zona de alta segurança, de quatro quilômetros quadrados, ao redor do palácio Renascença, para isolar o local onde os líderes devem se reunir. No primeiro dia de manifestações em Gênova, na quinta-feira, 50 mil manifestantes expressaram-se pacificamente.
Mas na sexta-feira eles prometem tentar passar pelo muro de concreto e aço que foi erguido no centro da cidade e é vigiado por 20 mil policiais e soldados. Os manifestantes ensaiaram no Estádio Carlini, a cerca de 1,5 quilômetros a leste da "zona vermelha", tentativas de como romper o cordão de isolamento. Na pista de corrida do estádio, alguns manifestantes dirigindo motocicletas e vestindo capacetes e proteção no corpo chocaram-se contra outros manifestantes que, por sua vez, seguravam escudos de fibra de vidro.
Questionado sobre o que aconteceria se a polícia tentasse detê-los, um manifestante que preferiu não se identificar disse apenas que "seguiremos adiante". Reúnem-se em Gênova os líderes de Reino Unido, Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Estados Unidos e Rússia.
Leia mais:
» Cineastas italianos fazem documentário sobre protestos
» Polícia lança bombas de gás contra manifestantes em Gênova
» Primeiros confrontos são registrados em Gênova
» Líderes dão início à reunião do G-7, prévia da Cúpula do G-8
» Acompanhe a reunião do G-8 em Gênova