O título poderia ser "Genova, città chiusa" (Gênova, cidade fechada): cerca de trinta cineastas italianos estão filmando nas ruas de Gênovas um novo episódio do protesto antiglobalização para montar um documentário coletivo de uma hora, confirmou uma porta-voz da produtora Luna Rossa esta sexta-feira.O documentário, que será transmitido pela RAI (televisão pública italiana) poderá estender-se posteriormente a duas horas de duração para ser exibido nos cinemas, segundo explicou, Angela Azzaro. "O objetivo é tentar compreender que está se passando no mundo, o que é esse movimento antiglobalização", explicou Azzaro. "Se nossa presença pode ajudar a evitar que a polícia perca as estribeiras, tanto melhor", afirmou, por sua vez, um dos organizadores do projeto, o diretor Francesco Maselli.
Maselli, como outros diretores, como Ettore Scola ou Nicolo Ferrari, se encontrava esta sexta-feira nas ruas genovesas desde cedo, filmando a progressiva concentração de jovens e as enormes medidas de segurança das autoridades italianas.
Indagado sobre a possibilidade de atos de violência por parte dos manifestantes, Maselli reconheceu não ter uma opinião formada.
"Esse é outro tema. A violência corre risco de surgir da polícia, não por ordem do Governo e sim porque há 50 anos, na Itália, descobrimos linhas de contradição dentro da polícia, dos serviços de informação". Nicolo Ferrari, por sua vez, apoiado apenas por um assistente e um operador de câmera, filmava sem cessar a agitação dos jovens, os cartazes, as fantasias e as reações dos populares. "Por ora, não tivemos problemas. Vamos filmar tudo, inclusive os possíveis atos de violência de ambas as partes", assegurou Paolo Santolini.
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