Selva na Guiana esconde catarata com 228m de queda livre
Pouca coisa mudou nesse local no centro da Guiana desde o descobrimento das Américas. A mata continua virgem, não foram construídas estradas, nem hotéis, restaurantes ou lojinhas de conveniência. Ainda assim, alguns aventureiros teimam em se embrenhar por esse território inóspito. É que no meio da floresta, na continuação do rio Potaro, se encontra uma das mais belas cataratas do mundo - Kaieteur.
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Com 113 metros de largura e 228 metros de queda livre - quase três vezes a altura das Cataratas do Iguaçu -, essa jóia da Guiana está localizada no parque nacional que leva seu nome.
Para chegar a ela, é preciso participar de excursões organizadas por agências de viagem, que levam os turistas em passeios aéreos, com a duração de algumas horas. Outra maneira de conhecê-la é por trilha, mas essa opção não é para iniciantes: entre caminhada e travessias de barco, vão de três a cinco dias pelo meio da floresta, bastante densa em alguns pontos. O trajeto é impraticável nos meses de chuva (entre maio e julho e entre dezembro e janeiro).
A visão, no entanto, vai compensar tanto sacrifício: além da altura de deixar qualquer um boquiaberto, Kaieteur impressiona por seu volume de água: nada menos do que 663 mil litros caindo da rocha a cada segundo. Após a queda sem obstáculos, a cachoeira ainda segue por mais alguns metros deslizando como um véu por cima das rochas até o rio retomar seu curso.
Com aparência assustadora para os acostumados com as mordomias das metrópoles, a mata protegida pelo parque de Kaieteur possui mais preciosidades. Animais raros, como o letal sapo dourado, habitam essas bandas. Aves, répteis, felinos e outros mamíferos completam o espetáculo natural.
Para saber mais sobre a catarata ou ver a lista de agências que organizam os passeios, visite o site: www.kaieteurpark.gov.gy.