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Seu pet coça muito a orelha? Veterinário explica como identificar e prevenir doenças de ouvido

Se não forem identificadas previamente e tratadas, as doenças de ouvido podem evoluir para quadros graves e até neurológicos, colocando a vida do animal em perigo

18 jun 2026 - 19h40
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Muitos tutores, mesmo atentos à saúde dos pets, acabam deixando passar um problema silencioso e preocupante: as doenças de ouvido. De acordo com Pedro Risolia, médico-veterinário da Petlove, apesar de muitas vezes assintomáticas, essas infecções podem evoluir para quadros graves e até neurológicos se não forem tratadas.

Em pets, se não tratadas corretamente, as doenças de ouvido podem evoluir para quadros graves e até neurológicos
Em pets, se não tratadas corretamente, as doenças de ouvido podem evoluir para quadros graves e até neurológicos
Foto: Natee127/Getty Images / Bons Fluidos

O profissional explica que, geralmente, as otites bacterianas ocorrem devido ao acúmulo de umidade nas orelhas. Esse fator, associado a algum problema crônico ou à falta de prevenção adequada, cria o ambiente ideal para a proliferação de bactérias na cavidade auricular. Dessa forma, surgem inflamações que afetam o dia a dia do animal e podem até levar ao óbito.

"Quando não tratada corretamente, a doença pode deixar de ser uma simples otite externa e atingir o ouvido interno. Nesses casos, coloca em risco a vida do pet com abscessos no sistema nervoso, perda de audição e até meningite", aponta Risolia.

Como proteger o ouvido dos pets?

Para evitar o quadro, principalmente os tutores de cães de orelhas caídas, como Cocker Spaniel, Beagle, Golden Retriever e Basset Hound, devem se manter atentos. Isso porque esse formato de orelha abafa o canal auditivo e facilita a proliferação de microrganismos. Esse cenário torna os animais mais suscetíveis a doenças como a sarna otodécica.

Além disso, é importante permanecer em alerta ao comportamento dos pets. De acordo com o veterinário, os sintomas das otites incluem coceira constante na orelha, vermelhidão e excesso de cera. O cheiro adocicado (característico de fungos) e o ato frequente de chacoalhar a cabeça ou esfregá-la nos móveis também são indicativos de problemas no ouvido.

"Alguns problemas, como a sarna otodécica, contudo, podem ser completamente assintomáticos, evoluindo de forma silenciosa. Por isso, o diagnóstico precoce é o que realmente faz a diferença, sempre procure manter uma frequência do pet ao veterinário", aponta.

Já a prevenção, segundo Pedro Risolia, deve ocorrer no dia a dia. Ele recomenda, por exemplo, a proteção do ouvido com algodão hidrófobo durante os banhos para evitar a entrada de água. Ademais, o veterinário indica a higienização cautelosa, feita a cada 15 dias ou apenas quando houver sujeira visível, para não remover a proteção natural da região.

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