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Seu filho quer largar o esporte ou o curso? O erro comum dos pais que pode prejudicar a criança

Entenda como diferenciar um capricho passageiro de uma necessidade real e aprenda a lidar com as frustrações infantis sem gerar traumas

9 mai 2026 - 19h12
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Saber o momento exato de permitir seu filho que quer largar uma atividade extracurricular é um dos grandes desafios da criação atual. Muitas vezes, a vontade de abandonar o futebol ou a música não passa de uma reação emocional a um dia difícil. Em entrevista à NPR, a psicóloga infantil, Vanessa Lapointe alerta que os pais precisam primeiro olhar para si mesmos. Segundo a especialista, "muitas vezes nossas intenções são turvadas pelos nossos desejos". Ela reforça que se o objetivo não for apenas proporcionar uma experiência legal para o filho, os motivos da inscrição podem estar errados.

Seu filho quer desistir do futebol ou da música? Veja as dicas de psicólogas para diferenciar capricho de necessidade e saiba como agir agora
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Foto: Prostock-Studio/iStock / Getty Images Plus / Bons Fluidos

Filho quer largar tudo: desejo da criança ou projeção dos pais?

A comunicação direta é o primeiro passo para resolver o impasse. Vanessa Lapointe aconselha que nunca se deve permitir a desistência em um dia ruim, pois uma falha momentânea pode deixar a criança excessivamente emotiva. É preciso ouvir o que os pequenos têm a dizer para identificar causas externas. A psicóloga Krystal Lewis exemplifica que, às vezes, o desânimo surge simplesmente porque a atividade ocorre após um longo dia de aula e a criança está com fome. "Ouça o que ele vai verbalizar", recomenda Lewis, destacando que fatores como o cansaço físico são determinantes.

Identificando a causa real por trás do desânimo

A observação atenta do comportamento também revela detalhes que as palavras não alcançam. Reclamações constantes sobre um treinador ou um colega podem indicar problemas mais sérios, como o bullying. Por isso, Lewis sugere que os pais assistam a uma aula para entender se o descontentamento é contornável ou se há algo pior acontecendo. Questionar o que pode ser modificado é essencial antes de uma decisão final. "Qual é a área cinzenta? O que podemos modificar?", indaga Lewis, sugerindo ajustes na frequência ou no suporte dado à criança.

Se nada funcionar, o foco deve mudar para o ensino da responsabilidade e do compromisso. Levar o filho até o local da aula, mesmo sem obrigá-lo a participar efetivamente, pode ser uma estratégia para que ele recupere o interesse ou tome uma decisão definitiva com consciência. Essa abordagem evita o "tudo ou nada" e transforma a desistência em uma oportunidade de aprendizado sobre como lidar com escolhas e consequências na vida.

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