Ser produtivo é superestimado; na Coreia do Sul eles sabem disso e transformaram o tédio em um esporte
Descansar sem culpa é revolucionário: na correria, aprender a não fazer nada pode ser o que sua mente mais precisa.
Em resposta à obsessão moderna pela produtividade e à culpa gerada pelo tempo livre, a Coreia do Sul transformou o ato de não fazer nada em uma competição esportiva. A iniciativa desafia a rotina acelerada e ecoa o pensamento do filósofo Santiago Alba Rico, que defende o tédio como um ato de rebeldia necessário para a reflexão, confrontando uma sociedade que impõe trabalho ou entretenimento ininterruptos e desvaloriza a pausa.
O filósofo Santiago Alba Rico vê o tédio como uma forma de rebelião porque, segundo ele, existem duas maneiras de impedir um ser humano de pensar: "uma é forçá-lo a trabalhar sem descanso; a outra é forçá-lo a se divertir sem interrupção. É preciso estar muito entediado para ler; é preciso estar extremamente entediado para pensar", afirmou.
Você conseguiria ficar sem fazer nada por 90 minutos sem se sentir culpado? Vivemos em uma época em que a ausência de qualquer atividade é vista como um pecado mortal. O tempo de inatividade é considerado uma falha em uma vida que exige produtividade, uma vida em que até mesmo o tempo livre deve ter o propósito de produzir algo. Enquanto isso, na Coreia do Sul, inventaram um novo esporte: não fazer nada.
Começou como uma performance; agora é um desafio à sociedade moderna
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