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Sempre acreditamos que "morrer de tristeza" era um mito romântico. A ciência demonstra claramente que há alguma verdade nisso

As fases do luto levam a hábitos alimentares piores e a uma significativa negligência pessoal

10 jun 2026 - 11h30
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PeopleImages/Shutterstock
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Foto: Minha Vida

A cena clássica de duas pessoas idosas que estiveram juntas a vida toda, e quando uma morre, a outra a segue alguns dias depois porque "não suportou a dor", parece algo restrito aos filmes. No entanto, o que sempre descartamos como hipérbole romântica ou coincidência estatística tem, na verdade, uma profunda base fisiológica.

Isso já foi estudado. Uma recente onda de dados científicos traz à tona uma conclusão bastante devastadora: o luto intenso não apenas causa dor emocional, mas também aumenta drasticamente a probabilidade de sofrer um evento cardiovascular fatal, o que, por sua vez, eleva a mortalidade a longo prazo.

A confirmação mais robusta e recente vem de um estudo publicado na Frontiers in Public Health, que analisou 1735 pessoas em situação de vulnerabilidade para descobrir o que aconteceu a longo prazo com aquelas que não superaram uma perda de forma natural.

Os resultados

Os pesquisadores dividiram os pacientes em grupos de acordo com a intensidade e a duração do seu sofrimento. O que descobriram foi que aqueles que apresentaram uma trajetória de luto intensa e prolongada, também chamada de luto prolongado, não só necessitaram de muitas consultas médicas e medicamentos psicotrópicos como também apresentaram um risco de mortalidade maior do que os grupos com baixo nível de luto.

Traduzindo para números simples: pessoas presas em um luto persistente tinham quase o dobro da probabilidade de morrer na década seguinte à perda.

O coração se parte

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