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Xixi no corpo e jejum: como jovem sobreviveu na mata

Entenda como um jovem sobreviveu cinco dias perdido na mata, os efeitos do jejum prolongado na saúde e a importância da hidratação e abrigo

7 jan 2026 - 16h24
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O relato de como um jovem de 19 anos sobreviveu cinco dias perdido no Pico Paraná, o ponto mais alto da Região Sul do Brasil, chamou atenção nas redes e levanta questionamentos importantes sobre sobrevivência na mata e cuidados básicos em situações extremas.

Xixi no corpo e jejum: como jovem sobreviveu na mata
Xixi no corpo e jejum: como jovem sobreviveu na mata
Foto: Reproduçao/Instagram / Saúde em Dia

Roberto Farias, foi encontrado após percorrer cerca de 20 km até alcançar uma fazenda onde conseguiu pedir ajuda e reencontrar a família. 

Durante esse período isolado, sem suprimentos adequados, ele relatou que sua alimentação foi praticamente inexistente, consumiu apenas algumas frutas, e que se manteve hidratado apenas com água de cachoeiras e córregos encontrados no caminho. 

Como o corpo reage a jejum e falta de comida na mata

Ficar sem comida por dias causa uma série de respostas fisiológicas no organismo. Nas primeiras 24 h, o corpo começa a utilizar reservas de glicose.

À medida que o jejum se prolonga, passa a metabolizar gorduras para gerar energia, o que é um processo útil em curto prazo, mas pode levar a fraqueza, tontura e confusão mental se não houver nutrição adequada. 

A hidratação, por sua vez, é ainda mais crucial. Mesmo sem comer, a ingestão de água ajuda a manter a função renal, regula a temperatura do corpo e previne insolação ou choque térmico, principalmente em ambientes úmidos como florestas.

O jovem conseguiu beber água direto da natureza, o que provavelmente foi determinante para sua sobrevivência física nesses dias de isolamento. 

A importância de abrigo e proteção do corpo

Manter o corpo protegido do frio, da chuva e de insetos é outro elemento essencial da sobrevivência na mata.

O rapaz falou sobre buscar grutas e locais cobertos por árvores para se abrigar à noite, além de usar folhas para tentar se manter aquecido e protegido das intempéries. 

Em trechos de floresta, a temperatura pode cair drasticamente ao entardecer e à noite, aumentando o risco de hipotermia, mesmo em estações mais amenas.

O posicionamento correto do corpo, o uso de materiais naturais para improvisar um abrigo e cuidar de áreas como pés e mãos, que perdem calor rapidamente, são estratégias que podem fazer a diferença em situações de sobrevivência.

Quando buscar resgate e precauções em trilhas

O caso no Pico Paraná também lembra a importância de planejamento antes de iniciar trilhas ou atividades em áreas remotas.

Carregadores portáteis, alimentos energéticos, mapas físicos, apitos de sinalização e comunicação por rádio podem acelerar resgates e reduzir o tempo de exposição. Além disso, sempre avise alguém sobre sua rota e horário previsto de retorno.

Se alguém se perder, permanecer em um local visível, sinalizar com roupas ou objetos refletivos e conservar energia pode ajudar equipes de resgate a localizarem o desaparecido mais rapidamente.

Saúde em Dia
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