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Treino físico pode desencadear crises de enxaqueca?

Neurologista responde

5 abr 2026 - 14h00
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Na próxima segunda-feira, 6 de abril, é celebrado o Dia Mundial da Atividade Física.

A enxaqueca é uma doença crônica caracterizada pela hiperexcitabilidade do cérebro, que comanda todo o organismo, e tem predisposição genética. Mais de um bilhão de pessoas no mundo sofrem com enxaqueca, segundo a Organização Mundial da Saúde. A doença atinge pessoas de todas as idades, mas tem o ápice entre os indivíduos de 30 e 50 anos. As mulheres são as que apresentam dores de cabeça - um dos principais sintomas - mais fortes e incapacitantes, devido a questões biológicas e hormonais.

Freepik
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Foto: Revista Malu

A atividade física melhora a enxaqueca quando o praticante a realiza de forma monitorada e orientada por um profissional especialista, com regularidade, condicionamento físico, progressivamente e fora dos momentos de crise da doença.

Comece devagar

"Caminhadas leves são um bom exemplo de exercício para iniciar e depois evoluir para uma caminhada mais rápida ou até para a corrida. O exercício de maneira regular e orientada é muito importante, inclusive, para a prevenção de crises e controle da doença", orienta a neurologista Thaís Villa, especialista no diagnóstico e tratamento da enxaqueca.

A médica acrescenta que, em momentos de crise, a pessoa com enxaqueca deve fazer repouso, porque até mínimos movimentos do corpo podem piorar a dor, sobretudo durante atividades físicas mais intensas. Depois que a crise passa, a orientação é que o paciente retome suas atividades de maneira tranquila, sem exageros, e com orientação.

De acordo com a neurologista, nenhum tipo de treino, de prática esportiva ou atividade física causa enxaqueca, porque essa é uma doença hereditária. O que pode acontecer é a atividade física ser um gatilho desencadeador de crises de enxaqueca, principalmente em pessoas que sofrem com enxaqueca crônica, em que a dor de cabeça leve a moderada acontece em quase todos os dias do mês, então essa pessoa está muito predisposta a ter gatilhos .

"É muito importante para as pessoas que têm enxaqueca que evitem se medicar para treinar. Muitos, em vez de controlar a doença enxaqueca, tomam analgésicos para o treino a fim de não ter dor de cabeça. Ou estão sem tratamento e, sempre após o treino, sentem piora da dor de cabeça, recorrendo a analgésicos, anti-inflamatórios ou remédios de crise. O uso excessivo dessas medicações só piora a enxaqueca", alerta Thais Villa.

Revista Malu Revista Malu
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