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São Paulo tem novo recorde de mortes por covid-19

Foram mais 365 casos nas últimas 24 horas; número de novos casos confirmados também bate recorde e total vai a 190.285

16 jun 2020 13h21
| atualizado às 13h34
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O Estado de São Paulo voltou a registrar um recorde do número de mortes por coronavírus em um intervalo de 24 horas nesta terça-feira, 16. Agora, foram mais 365 mortes a mais em relação aos 10.767 óbitos registrados na segunda, fazendo o total chegar agora a 11.132, segundo disse nesta tarde o secretário estadual da Saúde, José Henrique Germann. O número de casos também bateu recorde, com mais 8.825 confirmações em relação ao dia anterior. Dessa forma, São Paulo já tem 181.460 pessoas com o diagnóstico de covid-19.

Comércio de rua reaberto na cidade de São Paulo
10/6/2020 REUTERS/Amanda Perobelli
Comércio de rua reaberto na cidade de São Paulo 10/6/2020 REUTERS/Amanda Perobelli
Foto: Reuters

O coordenador do Centro de Contingência do Coronavírus em São Paulo, pneumologista Carlos Carvalho, afirmou que o aumento está dentro das estimativas do governo. "Como era esperado, tivemos um número menor na variação de domingo, ontem foi menor na segunda e, hoje, dá um pequeno salto. Se nós pegarmos esses três dias, computarmos o número de óbitos e dividirmos por três, dá 185 óbitos por dia, em média", disse o médico.

"Como vem agora, os próximos dias volta a subir um pouco, estamos mantendo uma média, se olharmos os sete dias (da semana), na faixa de 250 óbitos por dia, um pouco mais, um pouco menos. Então, apesar de ontem para hoje termos um número grande, isso não está diferente do que vem sendo observados nos últimos tempos. Como temos mais casos, temos mais mortes", completou.

O pneumologista destacou que, com o aumento do número de casos da doença, a letalidade do coronavírus está caindo no Estado, fato que já era esperado, uma vez que o número de testes em São Paulo está em alta, segundo o governo. O recorde anterior de novos casos era da última quarta-feira, dia 10, quando o total chegou a 340.

O secretário Germann, afirmou que, nesta terça, o prazo dado por uma das empresas que vendeu respiradores para o governo do Estado venceu e o material não foi entregue. Desta forma, o Estado tratará agora judicialmente com o fornecedor.

Estadão
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