Qual a melhor dieta para reduzir o risco de declínio cognitivo?
14 de agosto de 2026 (Bibliomed). Estudo realizado na Zhejiang University, na China, analisou dados de seis tipos de dieta para encontrar aquela que tem mais efeito na redução do risco cognitivo e descobriram que a dieta DASH (Dietary Approaches to Stop Hypertension) é a que promove melhores benefícios.
A dieta DASH é um plano alimentar voltado principalmente para a prevenção e o controle da pressão alta e é um plano alimentar voltado principalmente para a prevenção e o controle da pressão alta (hipertensão). Ela prioriza nutrientes como potássio, cálcio e magnésio, incentivando o consumo de vegetais, frutas e laticínios magros, com forte restrição ao sal e ao açúcar.
Para este estudo, os pesquisadores analisaram dados de saúde de mais de 159.000 participantes com idade média de 44 anos. Eles se concentraram em dados de seis padrões alimentares:
* Índice Alternativo de Alimentação Saudável 2010
* Dieta DASH
* Índice de Dieta Saudável à Base de Plantas
* Índice de Dieta para a Saúde Planetária
* Índices dietéticos empíricos reversos para hiperinsulinemia e padrão inflamatório
Segundo os pesquisadores, a dieta DASH apresentou as associações mais fortes e consistentes tanto com menor declínio cognitivo subjetivo quanto com melhor cognição medida objetivamente. Além disso, eles descobriram que certos tipos de alimentos, como vegetais, peixe e consumo moderado de vinho, ajudaram a reduzir o risco de declínio cognitivo e levaram a uma melhora na função cognitiva.
Os pesquisadores explicam que uma razão plausível para a dieta DASH ser mais útil na redução do risco de declínio cognitivo é que ela atua diretamente nos sistemas fisiológicos intimamente ligados à saúde cerebral: controle da pressão arterial, função vascular, saúde metabólica e inflamação.
Para os autores, esses resultados mostram que as pessoas não precisam de uma dieta "perfeita" ou "exótica", pois a qualidade da dieta está consistentemente ligada a um menor risco de declínio cognitivo subjetivo, e que esse sinal está presente mesmo quando se analisam padrões de longo prazo ao longo de décadas.
Fonte: JAMA Neurology. DOI: 10.1001/jamaneurol.2026.0062.
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