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OMS: Reabrir escolas sem controlar covid-19 piora o problema

A organização disse que o retorno ao ensino presencial em países com altos níveis de transmissão deve causar situação de 'abre e fecha'

5 ago 2020
11h58
atualizado às 12h15
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O diretor de emergências da Organização Mundial da Saúde (OMS), Michael Ryan, disse nesta quarta-feira, 5, que realizar a volta às aulas em países que não controlaram a transmissão de covid-19 piora o problema.

Crianças na sala de aula depois que as escolas reabriram, em meio ao bloqueio da doença por coronavírus (COVID-19) em Varsóvia, Polônia
Crianças na sala de aula depois que as escolas reabriram, em meio ao bloqueio da doença por coronavírus (COVID-19) em Varsóvia, Polônia
Foto: Kacper Pempel / Reuters

"Nós todos queremos nossas crianças de volta às escolas", afirmou durante live para responder dúvidas do público. "Mas abrir as instituições em meio à transmissão comunitária provavelmente vai piorar o problema".

A líder técnica da resposta ao coronavírus da OMS, Maria Van Kerkhove, declarou que, nesta discussão, é necessário sempre lembrar que escolas não são ambientes separados de seu entorno. "Se houver transmissão na comunidade, essa transmissão vai acontecer no ambiente escolar".

Ryan apontou que reconhece o preço que os menores estão pagando por essa falta de acesso à educação. "Muitos países usam as escolas como um ambiente seguro para crianças, para garantir acesso à alimentação e prevenir exploração e abusos a elas", disse.

Porém, acrescentou que retomar o ensino presencial nos países em que o vírus está descontrolado vai gerar uma situação de "abre e fecha". "[Para reabrir], também são necessárias medidas para reduzir a transmissão no ambiente escolar e protocolos para reagir caso existam casos no local".

O diretor também avaliou que a reabertura envolve não somente mudanças, mas investimentos para aplicar essa modificações, o que pressupõe gastos.

Os dois afirmaram que as instituições de ensino variam muito entre si, então não é possível oferecer uma receita para reabertura que abranja todas. "Escolas são diferentes pelo mundo. E aquelas para crianças pequenas são diferentes de outras pro Ensino Médio, que também se diferem de universidades e faculdades", afirmou Maria.

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Estadão
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