Novo curativo pode acelerar cicatrização
Pesquisadores chineses criaram a "pele de resfriamento biônica", um curativo de nanofibras com propriedades mecânicas similares à pele humana. O dispositivo une resfriamento passivo a uma ação antibacteriana ativada por luz, alcançando 97,1% de eficácia contra patógenos perigosos. Em testes, o curativo fechou feridas quase totalmente em cerca de 11 dias, atingindo praticamente o dobro da velocidade de cicatrização dos modelos tradicionais ao evitar infecções e manter o tecido protegido.
11 de setembro de 2026 (Bibliomed). Pesquisadores chineses desenvolveram um curativo que combina ação antibacteriana ativa, resfriamento passivo e propriedades mecânicas semelhantes à pele humana.
Batizado de "pele de resfriamento biônica", o curativo é formado por uma estrutura de nanofibras processada por uma técnica de soldagem por solvente, que confere resistência à tração e à deformação, com propriedades mecânicas muito próximas às da pele humana natural.
O resfriamento é feito através de uma camada externa hidrofóbica, que reflete a luz solar e emite radiação infravermelha, enquanto uma camada interna hidrofílica, que absorve a umidade e ancora nanopartículas especiais que, sob ação da luz, geram espécies reativas de oxigênio que matam bactérias que venham a infectar o ferimento.
Os resultados de testes mostraram eficácia antibacteriana de 97,1% contra patógenos potencialmente perigosos, além de promover o fechamento quase completo de feridas em cerca de 11 dias - uma taxa de cicatrização que chega quase ao dobro da apresentada por curativos comuns.
Fonte: Nano-Micro Letters. DOI: 10.1007/s40820-026-02240-6.
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