Melhores bebidas alcoólicas para quem treina: veja quais têm menos calorias
Gin, vodka, vinho e cerveja podem fazer parte da rotina de quem pratica exercícios, mas algumas escolhas pesam menos na dieta
Manter uma rotina de exercícios físicos não significa necessariamente abrir mão de uma cerveja no fim de semana ou de uma taça de vinho durante um jantar. Para quem pratica musculação, corrida ou outras atividades e busca emagrecer ou ganhar massa muscular, porém, a escolha da bebida e a quantidade consumida fazem diferença.
O álcool fornece aproximadamente 7 calorias por grama, quase o dobro das proteínas e dos carboidratos, que oferecem 4 calorias por grama. Além disso, bebidas preparadas com refrigerantes, xaropes e sucos açucarados podem aumentar consideravelmente o valor calórico.
Embora nenhuma bebida alcoólica traga benefícios diretos para o desempenho físico, algumas opções apresentam menos calorias e açúcar, o que facilita o controle da ingestão energética.
Quais são as bebidas alcoólicas menos calóricas?
Entre as opções mais simples estão os destilados combinados com água com gás, gelo ou bebidas sem açúcar. Vinhos secos e espumantes brut também podem ser alternativas para quem deseja controlar as calorias.
Confira os valores aproximados:
- Vodka com água com gás e limão: 110 calorias em uma dose de 50 ml de vodka.
- Gin com tônica zero: 110 calorias em uma dose de 50 ml de gin.
- Tequila pura: 110 calorias em 50 ml.
- Whisky puro ou com gelo: 110 calorias em 50 ml.
- Vinho branco seco: 115 a 125 calorias em uma taça de 150 ml.
- Vinho tinto seco: 120 a 130 calorias em uma taça de 150 ml.
- Espumante brut: 100 a 125 calorias em uma taça de 150 ml.
- Cerveja comum: 140 a 160 calorias em uma lata de 350 ml.
- Cerveja light: 90 a 110 calorias em uma lata de 350 ml.
Os valores podem variar conforme a marca, o teor alcoólico e os ingredientes utilizados no preparo.
Gin e vodka podem ser boas escolhas?
Para quem observa a quantidade de calorias consumidas ao longo do dia, gin e vodka oferecem uma vantagem quando preparados sem ingredientes açucarados.
O gin com tônica zero, por exemplo, evita as calorias adicionais presentes na versão tradicional da bebida. Já a vodka pode ser combinada com água com gás, gelo e limão, sem necessidade de acrescentar açúcar.
Isso não significa, entretanto, que os destilados sejam mais saudáveis. Uma dose de 50 ml de gin ou vodka costuma conter mais álcool do que uma taça pequena de vinho ou uma lata de cerveja de menor teor alcoólico.
Por isso, comparar apenas as calorias pode dar uma impressão equivocada sobre os efeitos dessas bebidas no organismo.
E a cerveja? Quem treina precisa evitar?
A cerveja não precisa ser tratada como um alimento proibido por quem pratica atividades físicas. O principal cuidado está na frequência e na quantidade consumida.
Uma lata de 350 ml de cerveja tradicional costuma fornecer entre 140 e 160 calorias, enquanto algumas versões light apresentam valores menores.
O problema aparece quando o consumo se estende por várias unidades. Quatro latas de cerveja convencional, por exemplo, podem representar aproximadamente 560 a 640 calorias, sem considerar os petiscos que costumam acompanhar a bebida.
Para quem está em processo de emagrecimento, esse consumo pode dificultar a manutenção do déficit calórico necessário para perder gordura corporal.
Como o álcool interfere no ganho de massa muscular?
Os efeitos do álcool vão além das calorias. O consumo excessivo pode prejudicar o sono, a hidratação e os processos envolvidos na recuperação muscular.
Estudos também indicam que doses elevadas de álcool após exercícios podem reduzir a síntese de proteínas musculares, mecanismo essencial para a recuperação e o desenvolvimento dos músculos.
Isso não significa que uma dose ocasional seja suficiente para comprometer os resultados de semanas de treinamento. Os efeitos dependem de fatores como quantidade ingerida, frequência de consumo, alimentação e intensidade dos exercícios.
Ainda assim, quem busca hipertrofia ou melhora do desempenho deve evitar especialmente o consumo elevado de álcool após sessões intensas de treinamento.
Como beber sem comprometer tanto os resultados?
Para quem decide consumir bebidas alcoólicas, algumas atitudes ajudam a reduzir os impactos na alimentação e na rotina de exercícios.
Dar preferência a preparações sem açúcar adicionado, evitar beber em jejum e intercalar o consumo com água são medidas importantes. Também vale prestar atenção ao tamanho das doses, já que copos maiores podem conter mais álcool do que o esperado.
Outro cuidado é não substituir refeições por bebidas para compensar calorias. A ingestão adequada de proteínas, carboidratos e outros nutrientes continua sendo fundamental para a recuperação muscular.
No fim das contas, a bebida com menos calorias nem sempre é aquela que causa menos impacto no organismo. Para quem treina e deseja emagrecer ou ganhar massa muscular, reduzir a quantidade e a frequência do consumo de álcool é mais importante do que escolher entre gin, vinho ou cerveja.
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