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IBGE: 1 em cada 5 ficou rigorosamente isolado em agosto

Comportamento é similar em todas as grandes regiões, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

23 set 2020
14h08
atualizado às 14h26
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RIO - Um em cada cinco brasileiros ficou rigorosamente isolado em casa em agosto, em meio à pandemia do novo coronavírus, segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Covid (Pnad Covid-19) mensal, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na população total de 211,3 milhões de pessoas, 4,5 milhões (2,1%) não adotaram qualquer medida de restrição à transmissão a covid-19 em agosto. Por outro lado, 74,9 milhões (35,5%) reduziram o contato, embora ainda tenham saído de casa, enquanto outros 88 milhões (41,6%) ficaram em casa e só saíram em caso de necessidades básicas e 42,4 milhões (20,1%) ficaram rigorosamente isolados.

O isolamento social ficou sempre abaixo da média estadual em Presidente Prudente, interior de São Paulo
O isolamento social ficou sempre abaixo da média estadual em Presidente Prudente, interior de São Paulo
Foto: Divulgação/PM Presidente Prudente / Estadão Conteúdo

O comportamento foi similar em todas as grandes regiões, segundo o IBGE. Em comparação a julho, aumentou o número de pessoas que reduziram o contato, mas continuaram saindo de casa, enquanto reduziu a proporção de pessoas que só saíram por necessidade básica ou que ficaram rigorosamente isoladas.

Em agosto, havia 45,0 milhões de pessoas com alguma das doenças crônicas pesquisadas pelo IBGE, o equivalente a 21,3% da população. A hipertensão foi a mais frequente, citada por 12,6% dos entrevistados, seguida por asma ou bronquite ou enfisema (5,1%); diabetes (5,0%); depressão (2,7%); doenças do coração (2,4%) e câncer (1,0%). Entre as pessoas com alguma das doenças crônicas, 2,5% testaram positivo para a covid-19.

No entanto, houve queda na incidência de pessoas com algum sintoma de síndrome gripal. Em agosto, 5,7% da população (12,1 milhões de pessoas) apresentaram algum dos sintomas pesquisados de síndromes gripais, ante uma fatia de 6,5% em julho.

A Região Sul registrou o maior percentual de pessoas com sintomas de síndrome gripal, 6,2%, equivalente a 1,9 milhão de pessoas, enquanto o Sudeste teve o menor, 5,4%, 4,8 milhões de pessoas com algum sintoma.

Entre quem teve sintoma, 57,2% eram mulheres, 47,3% tinham entre 30 e 59 anos, 55,3% se declararam de cor preta ou parda e 38,0% tinham até o fundamental incompleto.

Cerca de 2,8 milhões de pessoas com sintomas procuraram atendimento em estabelecimento de saúde. Entre as pessoas que procuraram atendimento em hospitais, 125 mil das que apresentaram algum dos sintomas pesquisados e 52 mil das que apresentaram algum dos sintomas conjugados precisaram ficar internadas.

Com relação à cor ou raça, as pessoas que se declararam de cor preta ou parda foram as que mais precisaram ficar internadas (55,2%, entre as com algum sintoma e 50,9%, entre as com sintomas conjugados). Em agosto, as mulheres ultrapassaram os homens pela primeira vez em necessidade de internação.

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Estadão
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