Excesso de cochilos pode indicar problemas de saúde em idosos, diz estudo
Pesquisa associa sonecas frequentes a maior risco de morte e alerta para doenças não diagnosticadas
O excesso de cochilos ao longo do dia pode ser um sinal de alerta para a saúde de idosos. Segundo estudo publicado no JAMA Network Open, o hábito pode estar ligado a maior risco de morte e doenças não diagnosticadas.
O diz o estudo
A pesquisa analisou hábitos de sono de mais de 1.300 idosos nos Estados Unidos. Os participantes tinham idade média de 81 anos e foram acompanhados por até 19 anos.
Os dados foram coletados com o uso de actígrafos, dispositivos semelhantes a pulseiras que monitoram o sono. O estudo avaliou a duração e a frequência dos cochilos ao longo do dia.
Os resultados mostraram uma associação direta entre cochilos frequentes e aumento do risco de morte. Cada hora adicional de soneca diária foi ligada a um risco 13% maior de morrer por qualquer causa.
Segundo os pesquisadores, cochilar em excesso, especialmente pela manhã, pode indicar problemas de saúde ainda não diagnosticados.
O que dizem os especialistas
Os autores do estudo explicam que cochilos ocasionais podem ser benéficos. "Embora breves cochilos possam aliviar a fadiga e melhorar o estado de alerta", aponta a pesquisa.
No entanto, o excesso pode estar associado a condições mais graves. "O hábito de cochilar em excesso na terceira idade tem sido associado a consequências adversas", destaca o estudo.
Entre os problemas citados estão doenças cardiovasculares, neurodegeneração e maior risco de morbidade.
Ainda assim, os cientistas fazem uma ressalva importante. O cochilo em si pode não ser a causa dos problemas, mas um sintoma de condições já existentes.
Quando o cochilo é um sinal de alerta
Os pesquisadores destacam que nem todo cochilo é motivo de preocupação. Em muitas culturas, descansar no início da tarde é um hábito comum.
Por isso, o contexto é fundamental para a avaliação médica. Cochilos frequentes, fora do padrão habitual ou acompanhados de outros sintomas merecem atenção.
O estudo reforça a importância de investigar mudanças no padrão de sono em idosos. Alterações podem indicar desde distúrbios do sono até doenças mais complexas.
Diante de sinais persistentes, a recomendação é buscar avaliação médica. O diagnóstico precoce pode ajudar a identificar causas tratáveis e melhorar a qualidade de vida.
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