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Entenda por que nem todo câncer pode ser operado com robô

Especialista explica quando cirurgia robótica, laparoscopia ou cirurgia aberta é indicada para o tratamento

11 mai 2026 - 18h45
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A cirurgia robótica vem ganhando espaço no tratamento do câncer e se consolidando como uma importante ferramenta da medicina moderna. Ao lado dela, a laparoscopia e a cirurgia aberta continuam sendo amplamente utilizadas no tratamento oncológico, cada uma com indicações específicas conforme o tipo do tumor, o estágio da doença e as condições clínicas do paciente.

A indicação de cirurgia robótica, aberta ou laparoscopia depende do tipo de tumor do paciente
A indicação de cirurgia robótica, aberta ou laparoscopia depende do tipo de tumor do paciente
Foto: Adisak Riwkratok | Shutterstock / Portal EdiCase

Ainda assim, especialistas alertam que nem todos os tumores podem ser tratados por técnicas minimamente invasivas e que a cirurgia aberta continua sendo fundamental em muitos casos oncológicos.

Segundo o cirurgião oncológico Sérgio Carvalho, de São José do Rio Preto, a escolha entre cirurgia aberta, cirurgia robótica ou laparoscopia depende de uma avaliação individualizada de cada paciente. O principal objetivo, conforme o médico, continua sendo a retirada completa do tumor com segurança oncológica.

"Existem casos em que a cirurgia robótica e a laparoscopia têm excelente indicação e oferecem muitos benefícios. Mas tumores maiores, avançados ou com comprometimento de outros órgãos podem exigir cirurgia aberta para garantir melhor resultado ao paciente", explica.

Avaliação individualizada é essencial

Dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) apontam que o Brasil deve registrar cerca de 781 mil novos casos de câncer por ano até 2028. O aumento dos diagnósticos está relacionado principalmente ao envelhecimento da população e reforça a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento especializado.

Para o especialista, um dos principais erros é acreditar que existe uma técnica única para todos os casos. "Cada câncer possui características próprias. O tipo de tumor, o tamanho, a localização e o estágio da doença influenciam diretamente na definição do tratamento", afirma Sérgio Carvalho.

Quando a cirurgia aberta ainda pode ser necessária?

Apesar do crescimento da cirurgia robótica no Brasil, a cirurgia aberta continua sendo indicada principalmente em situações mais complexas. Entre os casos que podem exigir esse tipo de procedimento, estão:

  • Tumores maiores;
  • Câncer em estágio avançado;
  • Comprometimento de órgãos adjacentes;
  • Casos com múltiplas aderências;
  • Situações em que há necessidade de maior acesso cirúrgico.

Segundo o cirurgião oncológico, em alguns procedimentos minimamente invasivos também pode ocorrer conversão para cirurgia aberta durante a operação, dependendo do que é encontrado pela equipe médica.

Menor tempo de internação e recuperação mais rápida é uma das vantagens da cirurgia robótica e da laparoscopia
Menor tempo de internação e recuperação mais rápida é uma das vantagens da cirurgia robótica e da laparoscopia
Foto: Hananeko_Studio | Shutterstock / Portal EdiCase

Cirurgia robótica e laparoscopia também representam avanço

O especialista destaca que a cirurgia robótica e a laparoscopia trouxeram benefícios importantes para muitos pacientes, principalmente em casos iniciais. Entre as vantagens das técnicas minimamente invasivas, estão:

  • Menor tempo de internação;
  • Recuperação mais rápida;
  • Menor sangramento;
  • Redução da dor pós-operatória;
  • Incisões menores.

"A cirurgia robótica é uma ferramenta extremamente importante e trouxe avanços relevantes para a medicina. Mas o mais importante continua sendo oferecer o tratamento mais adequado para cada paciente", afirma Sérgio Carvalho.

Diagnóstico precoce continua sendo decisivo

Segundo o profissional, muitos casos de câncer ainda são descobertos em fases avançadas no Brasil, o que reduz opções terapêuticas e exige tratamentos mais complexos. Por isso, manter exames preventivos em dia e procurar avaliação médica diante de sintomas persistentes pode fazer diferença no prognóstico.

"Hoje conseguimos acompanhar pacientes por décadas após o tratamento. O diagnóstico precoce continua sendo um dos fatores mais importantes para aumentar as chances de sucesso", explica o cirurgião oncológico Sérgio Carvalho, de São José do Rio Preto.

Por Henrique Fernandes

Portal EdiCase
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