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Dor nas costas é normal? Saiba exatamente quando se preocupar e correr para o pronto-socorro

Estatísticas mostram que a maioria das pessoas sofre com o problema, mas sintomas específicos exigem atendimento médico imediato

23 out 2026 - 09h07
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Resumo
Embora a dor nas costas seja comum e decorra de má postura ou esforço muscular, certos sinais de alerta exigem socorro imediato. A avaliação médica urgente torna-se necessária se o quadro vier acompanhado de febre, perda de sensibilidade ou força nas pernas, incontinência urinária ou fecal, dor súbita e intensa sem alívio em repouso ou após traumas. Reconhecer esses indícios com rapidez evita complicações graves e possibilita o tratamento precoce de problemas de saúde mais sérios.

A incômoda dor na região inferior das costas, conhecida clinicamente como lombalgia, atinge cerca de 80% das pessoas ao longo da vida e figura entre as principais causas de afastamento do trabalho e de procura por atendimento médico, conforme dados da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa). O secretário de Estado da Saúde, César Neves, explicou ao 'Bem Paraná' que a coluna na região da cintura suporta quase todo o peso corporal e atua como o eixo central de movimentação, sofrendo os impactos do sedentarismo, da postura inadequada e do envelhecimento natural.

Dor nas costas é normal? Saiba exatamente quando se preocupar e correr para o pronto
Dor nas costas é normal? Saiba exatamente quando se preocupar e correr para o pronto
Foto: socorro - Canva / Perfil Brasil

Entendendo as origens e os mitos sobre a coluna

O problema costuma se manifestar de duas formas principais: o tradicional "mau jeito", provocado por movimentos bruscos ou levantamento incorreto de peso, e o desgaste gradual gerado por maus hábitos diários e fraqueza muscular. O médico ortopedista Bruno Bodanese esclarece que achados comuns em exames de imagem, como a hérnia de disco ou o chamado "bico de papagaio", muitas vezes não representam a causa direta do incômodo. "Às vezes as imagens mostram desgaste, mas a pessoa é completamente assintomática", destacou, ressaltando que o diagnóstico deve associar a avaliação clínica e evitar tratamentos desnecessários.

O tratamento no SUS e os sinais de alerta fundamentais

Para quem sofre com o incômodo, a porta de entrada recomendada no Sistema Único de Saúde (SUS) é a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima, onde o paciente recebe orientação e direcionamento para sessões de fisioterapia e fortalecimento muscular, visto que intervenções cirúrgicas são raras e restritas a minorias. Contudo, os especialistas reforçam que é preciso buscar atendimento de emergência de forma imediata caso a dor venha acompanhada de dormência na região íntima, perda de força nas pernas, incontinência urinária ou fecal, febre associada a emagrecimento inexplicável, ou após traumas decorrentes de quedas e acidentes.

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