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Doação de óvulos pode deixar a mulher menos fértil?

14 mai 2012 - 08h53
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A resposta é não. A doação não deixa uma mulher menos fértil nem acaba com o seu estoque de óvulos. Normalmente, a doadora passa por uma estimulação hormonal para que os óvulos que não amadureceriam no ciclo normal o façam, para serem coletados.

A doação de óvulos pode dar a oportunidade para alguém que tem problemas de fertilidade
A doação de óvulos pode dar a oportunidade para alguém que tem problemas de fertilidade
Foto: Dreamstime / Especial para Terra


A mulher que doa óvulos é submetida a uma estimulação ovariana com injeções, como se fosse realizar uma fertilização

in vitro

. Após um período que costuma variar entre 10 e 12 dias de estimulação hormonal, os óvulos são coletados. Esse procedimento invasivo é realizado com anestesia leve.



No Brasil, a doação de óvulos deve ser anônima e sem fins lucrativos. Em diversos países, como os Estados Unidos, a doação comercial de óvulos é permitida. Também é possível conhecer a doadora ou a receptora.



Sem perda para a fertilidade

Segundo a médica Helena von Eye Corleta, do Núcleo de Reprodução Humana do Hospital Moinhos de Vento, de Porto Alegre, a mulher que doa seus óvulos não fica menos fértil. "Chegará à menopausa com a mesma quantidade de óvulos que chegaria sem doá-los", diz. O problema é que algumas vezes a mulher é submetida a um procedimento invasivo de coleta de óvulos ou punção pode ter complicações. Há um risco baixo de sangramento intra-abdominal ou de lesão de qualquer outro órgão.



No Brasil, apenas as mulheres que também necessitam fazer fertilização

in vitro

para conseguir a própria gestação podem ser doadoras de óvulos. Ou seja, elas também precisam do tratamento para engravidar e, caso sejam jovens, e tenham óvulos suficientes para doar, poderão ajudar quem não os produz.



Quando uma mulher é doadora, não há alteração no estoque de óvulos. "A indução hormonal apenas faz com que mais óvulos, que normalmente não amadureceriam, amadureçam", explica Helena.



Um estudo realizado pela Divisão de Endocrinologia Reprodutiva e Infertilidade do Departamento de Obstetrícia, Ginecologia e Ciências Reprodutivas, da Universidade de Medicina de Yale (EUA) chegou à conclusão de que a quantidade de coletas de óvulos não parece deteriorar a reserva ovariana de uma mulher doadora. Mas Helena afirma que no Brasil normalmente uma doadora de óvulos passa pelo procedimento no máximo por três vezes.

Fonte: Cross Content
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