Dia Nacional do Fisioterapeuta: 4 sinais de que pode ser hora de procurar ajuda
Dificuldades que surgem em tarefas comuns podem revelar alterações de força, equilíbrio e resistência antes mesmo do aparecimento da dor
No Dia Nacional do Fisioterapeuta, especialistas alertam que a fisioterapia atua além da dor e da recuperação de lesões, sendo vital para preservar a mobilidade e autonomia, sobretudo em idosos. Sinais sutis como cansaço incomum em caminhadas, maior esforço para subir escadas ou levantar da cadeira, além de evitar tarefas antes rotineiras, indicam perda de força e equilíbrio. A avaliação preventiva identifica essas limitações precocemente, prevenindo quedas e garantindo a capacidade funcional.
Procurar um fisioterapeuta somente quando aparece uma dor ou depois de uma lesão ainda é um comportamento comum. No entanto, o acompanhamento também pode ajudar a identificar mudanças na força, no equilíbrio e na mobilidade antes que elas comprometam a rotina. Neste 13 de outubro, Dia Nacional do Fisioterapeuta, a discussão ganha relevância justamente porque sinais discretos do corpo podem ser ignorados por muito tempo.
Fisioterapeuta pode ajudar a preservar a autonomia
De acordo com especialistas, laterações na força, no equilíbrio, na resistência ou na mobilidade nem sempre aparecem acompanhadas de dor. Em muitos casos, elas são percebidas quando tarefas comuns começam a exigir mais esforço. Esse cuidado ganha importância com o envelhecimento.
Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde de 2019, do IBGE, 15,5% das pessoas com 60 anos ou mais sofreram alguma queda nos 12 meses anteriores ao levantamento. Entre aquelas com 75 anos ou mais, o percentual chegou a 22,3%.
Ademais, o estudo mostrou que 9,5% dos idosos, cerca de 3,3 milhões de pessoas, apresentavam limitação para atividades da vida diária, como se vestir, cuidar da higiene, alimentar-se e realizar movimentos rotineiros. Para a fisioterapeuta Thalyta Maia, formada pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e pesquisadora em saúde pública, a avaliação permite observar justamente essas mudanças antes que elas avancem.
"Às vezes, a pessoa começa a perceber que está mais cansada para fazer determinada atividade, que está com dificuldade para levantar de uma cadeira ou que já não consegue fazer algo com a mesma facilidade de antes, mas acaba achando que é normal. A avaliação pode ajudar justamente a entender essas mudanças antes que elas se tornem uma limitação maior", afirma.
Quando procurar um fisioterapeuta? Veja 4 sinais
Algumas mudanças podem surgir aos poucos e acabar sendo naturalizadas. Por isso, vale prestar atenção principalmente quando há diferença em relação ao que a própria pessoa conseguia fazer anteriormente.
1. Levantar da cadeira passou a exigir mais esforço
Precisar de mais impulso ou sentir dificuldade em um movimento antes simples pode indicar redução da força ou da capacidade funcional.
2. Subir escadas ficou mais difícil
Se poucos lances começaram a provocar um esforço incomum, a mudança merece atenção. O sinal pode estar relacionado à resistência, à força ou à mobilidade.
3. Caminhadas habituais começaram a cansar mais
Percursos que antes eram feitos sem dificuldade e passaram a causar cansaço também podem mostrar uma alteração na capacidade física.
4. Algumas atividades começaram a ser evitadas
Deixar de realizar tarefas porque elas parecem mais difíceis é outro sinal importante. "Nem sempre esses sinais aparecem de uma forma muito evidente [...] São mudanças que muitas vezes a gente vai incorporando à rotina sem perceber", aponta Maia.
"Não significa que exista necessariamente um problema grave, mas é um sinal de que vale a pena olhar com mais atenção para o corpo. A fisioterapia pode ajudar a entender o que mudou e pensar em estratégias para manter essa capacidade de se movimentar e realizar as atividades do dia a dia", conclui.
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