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Como astro de 'Super Size Me': entenda por que comer mal e beber demais pode levar à morte

Diretor teve de se alimentar de McDonald's 3 vezes ao dia por um mês no documentário que o deixou famoso; ele também admitiu vício em álcool

27 mai 2024 - 14h10
(atualizado em 28/5/2024 às 13h44)
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Resumo
A morte de Morgan Spurlock, diretor e protagonista do documentário "Super Size Me", aos 53 anos com câncer, reacendeu o debate sobre os prejuízos da má alimentação e o consumo de álcool. É necessário ter cuidados para reavaliar e mudar hábitos alimentares a fim de prevenir doenças crônicas, como o câncer, e melhorar o bem-estar físico, mental e emocional.
Morgan Spurlock durante a divulgação de 'Super Size Me' em festival no Colorado, nos EUA
Morgan Spurlock durante a divulgação de 'Super Size Me' em festival no Colorado, nos EUA
Foto: Jeff Kravitz/FilmMagic, Inc

A morte de Morgan Spurlock, diretor e protagonista de "Super Size Me: A Dieta do Palhaço", em decorrência de um câncer, aos 53 anos, voltou a trazer à tona o debate sobre como se alimentar mal e beber álcool prejudica o organismo e pode contribuir com um óbito precoce. Spurlock ficou famoso no início dos anos 2000 por ter alertado o mundo com seu documentário sobre o perigo de ter hábitos alimentares ruins.

No longa, de 2004, o diretor teve de comer apenas refeições do McDonald's três vezes ao dia, durante um mês. No período, ele apresentou impactos físicos e emocionais, como um nível de colesterol mais alto que o normal, oscilações de humor e um fígado prejudicado, dentre outras consequências. 

De acordo com o jornal britânico Daily Mail, anos depois Spurlock admitiu que lutava contra o alcoolismo na época da produção. A informação levantou uma suspeita de que os impactos sofridos por seu corpo também poderiam estar relacionados ao consumo excessico de álcool. A família optou por não divulgar qual tipo de câncer vitimou o diretor de 53 anos.

Apesar de não ser possível fazer uma relação direta de sua morte com seus hábitos alimentares, uma alimentação inadequada está intimamente relacionada com um aumento do risco de desenvolvimento de câncer e de morte prematura devido a favorecer o aparecimento de várias doenças crônicas, segundo explica a nutricionista e diretora técnica do Emagrecentro, Sylvia Ramuth.

"Dietas ricas em açúcar e carboidratos refinados podem contribuir para a obesidade, que é um fator de risco significativo para muitos tipos de câncer, incluindo os de mama, endométrio, esôfago e rim. Além disso, a obesidade é fator de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares como ataques cardíacos e derrames, que são as principais causas de morte prematura", explica. 

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Impactos emocionais de uma alimentação pobre

A nutricionista reforça que além das dificuldades físicas, uma dieta pobre pode levar a doenças emocionais. "Certos nutrientes, como ômega-3, vitaminas do complexo B e magnésio, são essenciais para a função cerebral e a regulação do humor. Uma alimentação inadequada também pode levar a fadiga e baixa energia, afetando a capacidade de concentração e a produtividade", diz. 

A especialista explica que alimentos ricos em açúcares podem causar flutuações nos níveis de glicose no sangue, "resultando em picos e quedas de energia que contribuem para a irritabilidade e o estresse". Além disso, a obesidade pode afetar a autoestima e a imagem corporal, levando a problemas sócio-emocionais.

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Reavalie sua dieta

A nutricionista Giovanna Canno recomenda o exercício de reavaliação da dieta para garantir um corpo mais saudável. "Mudar os hábitos alimentares para uma vida mais saudável é um processo gradual que envolve escolhas conscientes e consistentes". 

No processo de reavaliação, a nutricionista reforça duas dicas: 

   - Mantenha um diário alimentar por alguns dias para entender o que você está comendo.

   - Identifique padrões, como a frequência de alimentos processados ou a falta de vegetais.

A partir da análise inicial, é importante estabelecer metas realistas e começar com pequenas mudanças, para não se sentir sobrecarregado. "Defina metas específicas, como comer mais frutas e vegetais ou reduzir o consumo de açúcar", diz. 

Outra dica é fazer trocas saudáveis, como substituir alimentos processados por opções mais saudáveis, como frutas, legumes, grãos integrais e proteínas magras, além de trocar bebidas açucaradas por água, chá ou sucos naturais. É importante que a dieta incorpore alimentos ricos em fibras, vegetais, legumes e grãos. Além disso, reduzir o consumo de açúcar e sal e se manter hidratado é essencial. "Evite dietas extremamente restritivas que podem ser difíceis de manter a longo prazo", ressalta.

A nutricionista ainda recomenda planejar suas refeições com antecedência, cozinhar em casa, se alimentar de maneira consciente, prestando atenção aos sinais de fome e saciedade, e comer com moderação. "Os benefícios de uma alimentação equilibrada e nutritiva são amplos e impactam positivamente a saúde física, mental e emocional, promovendo uma melhor qualidade de vida e bem-estar geral", afirma.

Fonte: Redação Terra
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