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Casos suspeitos em navio levantam alerta: hantavírus pode virar pandemia?

O hantavírus voltou ao radar após casos em navio investigado pela OMS. Infectologista esclarece os riscos reais, os mitos e como se proteger.

7 mai 2026 - 13h57
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Uma investigação da Organização Mundial da Saúde sobre mortes e casos suspeitos de hantavírus em um navio de cruzeiro reacendeu um temor conhecido: estamos diante de uma nova pandemia?

Foto: Reprodução/Shutterstock
Foto: Reprodução/Shutterstock
Foto: Saúde em Dia

A hipótese de transmissão entre humanos na embarcação foi o que mais gerou alarme. Mas especialistas pedem calma e informação antes de qualquer conclusão.

O que é o hantavírus e como ele é transmitido

O hantavírus é uma doença viral potencialmente grave, ainda pouco conhecida pela maioria dos brasileiros. A principal forma de contágio é o contato indireto com secreções, urina e fezes de roedores infectados, especialmente em ambientes fechados ou mal ventilados.

A infectologista Dra. Paula Pinhão, diretora do Colégio Brasileiro de Medicina do Estilo de Vida, reforça que a doença tem características muito diferentes das do coronavírus.

"É natural que as pessoas associem qualquer notícia envolvendo vírus ao cenário vivido durante a pandemia de Covid-19. Mas o hantavírus possui características muito diferentes e, até o momento, não apresenta potencial pandêmico semelhante", explica.

A transmissão entre humanos é extremamente rara. Existem registros isolados associados ao hantavírus dos Andes, identificado na América do Sul, mas são situações monitoradas pelas autoridades sanitárias.

O hantavírus pode virar uma pandemia?

A resposta mais provável, segundo a especialista, é não. "A maioria das variantes do hantavírus não apresenta transmissão sustentada entre pessoas", afirma Dra. Paula Pinhão.

Isso não significa, porém, que o vírus deva ser ignorado. "O fato de um vírus não ter potencial pandêmico elevado não significa que ele não mereça atenção. O hantavírus pode causar quadros graves e tem alta taxa de mortalidade quando o diagnóstico é tardio", alerta a infectologista.

O momento, segundo ela, deve servir para ampliar a conscientização sobre prevenção e diagnóstico precoce, não para gerar pânico.

Mitos e verdades sobre o hantavírus

Muita desinformação circula nas redes sobre o tema. Veja o que é fato e o que não é:

"O hantavírus passa facilmente de pessoa para pessoa".

MITO. A transmissão entre humanos é extremamente rara e não acontece na maioria das variantes conhecidas do vírus.

"A doença pode ser grave".

VERDADE. A hantavirose pode evoluir rapidamente para uma síndrome cardiopulmonar grave, com insuficiência respiratória e risco de morte.

"Os sintomas podem parecer uma gripe comum".

VERDADE. Febre, dores musculares, fadiga, dor abdominal e mal-estar costumam aparecer nos primeiros dias, dificultando o diagnóstico inicial.

"Qualquer contato com rato transmite hantavírus".

MITO. O risco principal está na inalação de partículas contaminadas presentes em fezes, urina ou saliva de roedores infectados.

"Limpar ambientes fechados sem proteção pode aumentar o risco".

VERDADE. "Ao varrer locais contaminados, partículas virais podem ficar suspensas no ar. O ideal é ventilar o ambiente, utilizar máscara e fazer a desinfecção correta antes da limpeza", orienta a especialista.

Como se proteger do hantavírus no dia a dia

A prevenção passa por medidas simples, mas que muita gente desconhece. Veja as principais orientações.

  • Evite contato direto com roedores ou seus rastros.

  • Use máscara e luvas ao limpar ambientes fechados ou com sinais de presença de animais.

  • Ventile bem os ambientes antes de entrar em locais que ficaram fechados por longo período.

  • Não varra a seco locais com fezes de roedores: umedeça antes com água sanitária.

  • Mantenha alimentos armazenados em recipientes fechados.

  • Tampe buracos e vede frestas que possam ser entrada de roedores.

"Mais do que gerar medo, esse momento deve servir para ampliar a conscientização sobre prevenção, diagnóstico precoce e combate à desinformação", conclui Dra. Paula Pinhão.

Saúde em Dia
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