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Câncer: veja como uma gota de sangue pode rastrear a doença antes dos exames comuns

Saiba como a tecnologia inovadora brasileira usa biossensores para identificar tumores no início e baratear o tratamento

9 out 2026 - 13h25
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Resumo
Cientistas brasileiros desenvolveram um biossensor eletroquímico portátil capaz de detectar biomarcadores de câncer de pulmão, cérebro e pâncreas com apenas uma gota de sangue. Semelhante a um medidor de glicose, o dispositivo funciona como um alerta rápido e acessível, com custo estimado entre US$ 40 e US$ 50. O projeto visa descentralizar o rastreamento precoce pelo SUS e, em parceria com o Icesp e a FM-USP, passará por testes da Anvisa com previsão de conclusão até meados de 2027.

Na constante luta contra o câncer, a descoberta precoce do tumor é o fator decisivo para salvar vidas e aumentar as chances de cura. Pensando nessa agilidade, cientistas brasileiros desenvolveram uma tecnologia capaz de analisar apenas uma gota de sangue para identificar sinais quase imperceptíveis da doença no organismo. O projeto é liderado pelos pesquisadores, Daniela Fernandes e Cristiano Jayme. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e do Sebrae Startups, a equipe criou um biossensor eletroquímico acessível. Essa inovação promete encurtar o caminho entre a dúvida do paciente e o início do tratamento.

Saiba como a tecnologia inovadora brasileira usa biossensores para identificar tumores no início e baratear o tratamento
Saiba como a tecnologia inovadora brasileira usa biossensores para identificar tumores no início e baratear o tratamento
Foto: djedzura/Canva / Bons Fluidos

Como a tecnologia da gota de sangue funciona

O funcionamento desse novo dispositivo é parecido com o dos medidores de glicose, usados por diabéticos no cotidiano. No entanto, o equipamento possui sensibilidade calibrada para detectar biomarcadores de tumores silenciosos no pâncreas, cérebro e pulmão. Ao colocar a gota de sangue sobre o eletrodo, ocorre uma reação química que gera um sinal elétrico e avisa sobre a presença da enfermidade. Além disso, a ferramenta atua como um sistema de alerta rápido, sem substituir a biópsia tradicional. Com essa triagem simples, o paciente ganha tempo e é encaminhado com urgência para a rede de cuidados médicos.

Descentralização do atendimento e testes

Atualmente, o rastreamento do câncer depende de exames caros e concentrados nas grandes capitais, como o PET-CT. Em contrapartida, o teste portátil nacional custará entre 40 e 50 dólares, permitindo a aplicação em Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de regiões afastadas.

Para viabilizar a tecnologia no Sistema Único de Saúde (SUS), os pesquisadores trabalham em cooperação científica com o Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP), sob a coordenação do professor Roger Chammas, da Faculdade de Medicina da USP (FM-USP). Atualmente, o dispositivo integra um edital-piloto da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e passará por diversos testes clínicos. A expectativa dos criadores é concluir as validações até meados de 2027 para levar essa inovação ao público.

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