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Alergia a medicamentos atinge 12% dos brasileiros, aponta estudo

Anti-inflamatórios e antibióticos lideram reações alérgicas. Saiba como identificar os sinais e quando buscar urgência médica

27 jul 2026 - 17h55
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Resumo
Alergias a medicamentos afetam 12% da população brasileira e são causadas por reações imunológicas a remédios, sendo os anti-inflamatórios e antibióticos os maiores vilões. Os sintomas variam de leve inchaço a reações graves como anafilaxia. O diagnóstico exige investigação médica criteriosa, e o uso da genética pode ajudar na escolha de tratamentos personalizados. 🩺

A alergia a medicamentos acontece quando o corpo reage de forma inesperada a um fármaco. Isso ocorre devido a mecanismos imunológicos ou a uma sensibilidade aumentada do nosso sistema de defesa. Essa reação pode variar de leve a grave na rotina.

Veja os principais sintomas da alergia a medicamentos
Veja os principais sintomas da alergia a medicamentos
Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

Por isso, entender essa condição médica é de extrema importância. Segundo a Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia (Asbai), 12% da nossa população sofre com isso.

Os medicamentos campeões em provocar reações alérgicas são os anti-inflamatórios tradicionais, com prevalência de 45%. Em segundo lugar, alguns tipos de antibióticos são culpados por 25% dos casos registrados.

Quais são os sintomas de alergia medicamentosa?

Os sintomas de uma reação alérgica variam conforme a intensidade da resposta do nosso organismo. Eles podem surgir em minutos ou até dias após o início do tratamento médico. Os sinais clínicos mais comuns incluem:

  • Erupções na pele, como manchas vermelhas espalhadas;

  • Surgimento de urticária acompanhada de muita coceira;

  • Inchaço nos lábios, na língua e no rosto.

Em reações mais graves, o paciente apresenta problemas respiratórios severos, como falta de ar e chiado. Esse quadro tem o risco de evoluir para anafilaxia, uma reação grave que ameaça a vida.

Além disso, existem reações tardias perigosas que surgem dias após a introdução da medicação diária. Exemplos graves são a Síndrome de Steven Johnson, a síndrome DRESS e a Necrólise Epidérmica Tóxica.

O que causa esse tipo de alergia?

O problema é causado por uma resposta imune inadequada de proteção do nosso próprio organismo. O corpo produz anticorpos contra o remédio por entender que ele é um agente nocivo.

Alguns fatores de risco aumentam a predisposição para desenvolver esse tipo de problema medicamentoso:

  • Fatores genéticos e histórico pessoal ou familiar de asma;

  • Ser do sexo biológico feminino ou ter idade avançada;

  • Exposições repetidas a determinado medicamento em tratamentos muito prolongados;

  • Uso de antibióticos e anti-inflamatórios não esteroides, como ibuprofeno e aspirina;

  • Presença de algumas infecções virais, como HIV ou vírus Epstein-Barr.

Como descobrir se tenho alergia a remédios?

Identificar o causador do problema é um grande desafio para os médicos e pacientes atualmente. Os sintomas iniciais costumam ser facilmente confundidos com outros problemas comuns de saúde diária.

Por isso, a investigação clínica médica exige um trabalho bastante minucioso em consultório. O processo inclui:

  • Avaliar o histórico clínico, checando os remédios usados, tempo e doses administradas;

  • Consulta com alergista ou imunologista para indicação de testes de provocação supervisionados;

  • Realização de testes cutâneos na pele para testar a sensibilidade aos compostos químicos.

É essencial que o diagnóstico seja criterioso para diferenciar alergia de intolerância ou efeito adverso.

O que fazer em caso de reação alérgica?

A primeira medida imediata é interromper o uso do remédio e procurar orientação médica rapidamente. Em casos leves, o tratamento inclui o uso de anti-histamínicos ou corticoides prescritos.

Já sintomas como falta de ar, inchaço intenso e tontura exigem atendimento de emergência imediato. Após confirmar o diagnóstico, você deve registrar a alergia no seu histórico médico pessoal. A bióloga e analista de Pesquisa e Desenvolvimento da Genera, Larissa Bonasser, destaca a genética.

"Cada pessoa pode responder de maneira diferente a um mesmo medicamento, e parte dessa variação está relacionada à genética. O Genera Farma analisa genes envolvidos na metabolização de fármacos para fornecer informações que podem auxiliar o médico na escolha de tratamentos mais personalizados. O objetivo é apoiar decisões clínicas mais precisas, favorecendo a eficácia do tratamento e reduzindo o risco de efeitos adversos", afirma Larissa Bonasser.

Saúde em Dia
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