Alergia a medicamentos atinge 12% dos brasileiros, aponta estudo
Anti-inflamatórios e antibióticos lideram reações alérgicas. Saiba como identificar os sinais e quando buscar urgência médica
Alergias a medicamentos afetam 12% da população brasileira e são causadas por reações imunológicas a remédios, sendo os anti-inflamatórios e antibióticos os maiores vilões. Os sintomas variam de leve inchaço a reações graves como anafilaxia. O diagnóstico exige investigação médica criteriosa, e o uso da genética pode ajudar na escolha de tratamentos personalizados. 🩺
A alergia a medicamentos acontece quando o corpo reage de forma inesperada a um fármaco. Isso ocorre devido a mecanismos imunológicos ou a uma sensibilidade aumentada do nosso sistema de defesa. Essa reação pode variar de leve a grave na rotina.
Por isso, entender essa condição médica é de extrema importância. Segundo a Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia (Asbai), 12% da nossa população sofre com isso.
Os medicamentos campeões em provocar reações alérgicas são os anti-inflamatórios tradicionais, com prevalência de 45%. Em segundo lugar, alguns tipos de antibióticos são culpados por 25% dos casos registrados.
Quais são os sintomas de alergia medicamentosa?
Os sintomas de uma reação alérgica variam conforme a intensidade da resposta do nosso organismo. Eles podem surgir em minutos ou até dias após o início do tratamento médico. Os sinais clínicos mais comuns incluem:
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Erupções na pele, como manchas vermelhas espalhadas;
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Surgimento de urticária acompanhada de muita coceira;
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Inchaço nos lábios, na língua e no rosto.
Em reações mais graves, o paciente apresenta problemas respiratórios severos, como falta de ar e chiado. Esse quadro tem o risco de evoluir para anafilaxia, uma reação grave que ameaça a vida.
Além disso, existem reações tardias perigosas que surgem dias após a introdução da medicação diária. Exemplos graves são a Síndrome de Steven Johnson, a síndrome DRESS e a Necrólise Epidérmica Tóxica.
O que causa esse tipo de alergia?
O problema é causado por uma resposta imune inadequada de proteção do nosso próprio organismo. O corpo produz anticorpos contra o remédio por entender que ele é um agente nocivo.
Alguns fatores de risco aumentam a predisposição para desenvolver esse tipo de problema medicamentoso:
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Fatores genéticos e histórico pessoal ou familiar de asma;
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Ser do sexo biológico feminino ou ter idade avançada;
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Exposições repetidas a determinado medicamento em tratamentos muito prolongados;
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Uso de antibióticos e anti-inflamatórios não esteroides, como ibuprofeno e aspirina;
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Presença de algumas infecções virais, como HIV ou vírus Epstein-Barr.
Como descobrir se tenho alergia a remédios?
Identificar o causador do problema é um grande desafio para os médicos e pacientes atualmente. Os sintomas iniciais costumam ser facilmente confundidos com outros problemas comuns de saúde diária.
Por isso, a investigação clínica médica exige um trabalho bastante minucioso em consultório. O processo inclui:
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Avaliar o histórico clínico, checando os remédios usados, tempo e doses administradas;
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Consulta com alergista ou imunologista para indicação de testes de provocação supervisionados;
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Realização de testes cutâneos na pele para testar a sensibilidade aos compostos químicos.
É essencial que o diagnóstico seja criterioso para diferenciar alergia de intolerância ou efeito adverso.
O que fazer em caso de reação alérgica?
A primeira medida imediata é interromper o uso do remédio e procurar orientação médica rapidamente. Em casos leves, o tratamento inclui o uso de anti-histamínicos ou corticoides prescritos.
Já sintomas como falta de ar, inchaço intenso e tontura exigem atendimento de emergência imediato. Após confirmar o diagnóstico, você deve registrar a alergia no seu histórico médico pessoal. A bióloga e analista de Pesquisa e Desenvolvimento da Genera, Larissa Bonasser, destaca a genética.
"Cada pessoa pode responder de maneira diferente a um mesmo medicamento, e parte dessa variação está relacionada à genética. O Genera Farma analisa genes envolvidos na metabolização de fármacos para fornecer informações que podem auxiliar o médico na escolha de tratamentos mais personalizados. O objetivo é apoiar decisões clínicas mais precisas, favorecendo a eficácia do tratamento e reduzindo o risco de efeitos adversos", afirma Larissa Bonasser.
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