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A razão pela qual os homens vivem menos que as mulheres pode estar na perda silenciosa do cromossomo Y

Estudos recentes associam a ausência desse cromossomo a doenças cardiovasculares, Alzheimer e câncer

24 mar 2026 - 18h31
(atualizado às 18h46)
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A razão pela qual os homens vivem menos que as mulheres pode estar na perda silenciosa do cromossomo Y
A razão pela qual os homens vivem menos que as mulheres pode estar na perda silenciosa do cromossomo Y
Foto: Yuichiro Chino / Getty Images

Há décadas, a perda do cromossomo Y em indivíduos do sexo masculino tem sido tema de manchetes ao redor do mundo. Por muito tempo, estudiosos acreditaram que a degradação genética estava associada apenas a fatores ambientais e à exposição prolongada a hábitos nocivos, como o tabagismo. No entanto, pesquisas recentes podem ter encontrado uma resposta. 

Nos seres humanos, o sexo biológico é determinado pelos cromossomos: mulheres possuem dois cromossomos X, enquanto homens possuem um X e um Y. Com o avanço da idade, as células masculinas podem perder o cromossomo Y durante o processo natural de divisão celular, criando um "mosaico" de células com e sem o gene.

Pesquisadores suspeitam que células sem o cromossomo Y possam se replicar mais rapidamente, acumulando-se em tecidos e, potencialmente, em tumores. Segundo o estudo, cerca de 40% dos homens na faixa dos 60 anos já apresentam essa perda; aos 90 anos, o índice sobe para 57%.

De acordo com Jenny Graves, especialista em genética e vice-reitora da Universidade La Trobe, na Austrália, novos dados indicam que essa ausência cromossômica pode estar ligada a condições cardiovasculares, doenças neurodegenerativas e câncer.

Entre os exemplos abordados pela especialista está um estudo de 2025, realizado pelo Centro Alemão de Pesquisa Cardiovascular (DZHK), revelou que homens acima de 60 anos com perda acentuada do cromossomo Y apresentam maior risco de ataques cardíacos. A condição também foi associada a uma maior mortalidade por Covid-19, o que pode explicar a disparidade de óbitos entre os sexos.

A hipótese científica é que a ausência do cromossomo Y comprometa o sistema imunológico, tornando o organismo mais vulnerável a doenças graves. Diferente dos homens, as mulheres não são expostas a essa perda cromossômica. 

“O DNA do cromossomo Y humano só foi totalmente sequenciado há alguns anos – portanto, com o tempo, poderemos descobrir como genes específicos causam esses efeitos negativos à saúde”, explica a especialista. 

Fonte: Portal Terra
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