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5 dicas para reduzir o estresse e proteger a saúde mental e cardiovascular

Veja como pequenas mudanças no dia a dia podem ajudar a diminuir os impactos da sobrecarga no organismo

22 abr 2026 - 18h32
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O mês de abril marca a conscientização mundial sobre o estresse, um tema que ganha urgência em 2026. Para muitos brasileiros, o período entre março e abril traz a sensação de que o "ano começou", acumulando demandas profissionais e familiares postergadas que acabam gerando uma sobrecarga física e mental.

O estresse constante pode afetar a saúde do coração
O estresse constante pode afetar a saúde do coração
Foto: maybealice | Shutterstock / Portal EdiCase

Segundo Daniel Luccas Arenas, psiquiatra e professor de pós-graduação da Afya Educação Médica de Porto Alegre, esse ritmo acelerado pode cobrar um preço alto do cérebro e do corpo, transformando um estresse esperado em quadros de adoecimento crônico.

Essa pressão não atinge apenas a mente. O cardiologista Marcos Capitanio Michelin, também professor da Afya Educação Médica, alerta para a relação bidirecional entre os transtornos psíquicos e o coração. Segundo o médico, o sofrimento emocional pode ser a causa de eventos graves, enquanto doenças cardíacas podem agravar quadros de ansiedade e depressão. Dados da Sociedade Europeia de Cardiologia indicam que um em cada três pacientes com doenças do coração apresenta sintomas de depressão ou ansiedade.

Diante desse cenário, confira 5 estratégias fundamentais para lidar com o ritmo acelerado e cuidar da saúde do corpo e da mente!

1. Monitore o uso de telas e a higiene do sono

O uso excessivo de smartphones pode contribuir para dependências comportamentais, como uso problemático de tecnologia. A luminosidade constante dos aparelhos mantém o cérebro em estado de alerta, impedindo o relaxamento necessário para o sono reparador. Além disso, fenômenos como o FOMO (fear of missing out ou medo de estar por fora) alimentam a ansiedade e a necessidade de estímulo constante.

2. Diferencie o estresse comum do burnout

É essencial saber que o estresse normal é temporário e cede quando o problema é resolvido. O burnout, por outro lado, é um quadro de esgotamento ligado especificamente ao trabalho, em que a sensação de cansaço não passa mesmo após o descanso. Ela se manifesta pelo esgotamento, queda na produtividade e satisfação com o trabalho.

3. Atenção aos sinais físicos de alerta

O corpo envia sinais claros quando a aceleração é excessiva. Sintomas como tensão muscular, dores de cabeça persistentes, irritabilidade, fadiga crônica e até o aumento da pressão arterial são indicadores de que o estresse está saindo do controle. Ignorar esses sinais pode levar a eventos agudos, como a Síndrome de Takotsubo (conhecida como síndrome do coração partido), em que um estressor emocional intenso precipita um problema cardíaco agudo.

O uso de substâncias ou comportamentos para “desligar” da rotina pode indicar perda de equilíbrio e necessidade de apoio profissional
O uso de substâncias ou comportamentos para “desligar” da rotina pode indicar perda de equilíbrio e necessidade de apoio profissional
Foto: G-Stock Studio| Shutterstock / Portal EdiCase

4. Cuidado com a "automedicação" e escapes perigosos

Uma "bandeira vermelha" importante é quando o indivíduo passa a utilizar substâncias para tentar relaxar ou dar conta da rotina. O aumento do consumo de álcool, o uso indiscriminado de medicações ou o refúgio nas telas para "desligar" são sinais de que o equilíbrio foi perdido e é hora de buscar ajuda profissional, como terapia ou atendimento psiquiátrico.

5. Cultive momentos de prazer real

Ter um hobby e tempos de descanso efetivos, longe de obrigações e dispositivos digitais, é uma necessidade fisiológica. Regular o ritmo de vida e permitir momentos de lazer ajuda o cérebro a processar a sobrecarga e reduz o risco de que o estresse evolua para quadros depressivos graves, que dificultam ainda mais a recuperação cardiovascular.

Por Grazieli Binkowski

Portal EdiCase
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