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5 dicas para começar a introdução alimentar do bebê

Pediatra explica como oferecer corretamente e de maneira segura os alimentos

23 mai 2024 - 18h03
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A introdução alimentar é um período, por volta dos seis meses, em que o bebê começa a consumir alimentos sólidos além do leite materno ou fórmula. Essa etapa não só proporciona nutrientes essenciais para o crescimento e desenvolvimento, como também ajuda o pequeno a desenvolver habilidades motoras orais, como mastigar e engolir.

A introdução alimentar é uma fase importante para o bebê
A introdução alimentar é uma fase importante para o bebê
Foto: Prostock-studio | Shutterstock / Portal EdiCase

Por isso, a pediatra Kelly Oliveira, especialista em amamentação pelo International Breastfeeding Centre Toronto e pós-graduanda em autismo pelo CBI of Miami, autora do livro digital "Descomplicando a Introdução Alimentar", lista 5 dicas valiosas para ajudar as famílias a enfrentarem essa fase crucial na vida do bebê. Confira!

1. Alimentos para oferecer aos bebês

Os melhores alimentos para iniciar a introdução alimentar são as frutas da estação (ao oferecê-las para os bebês, devemos sempre tirar sementes e caroços) e os legumes. Para prepará-los, o ideal é cozinhá-los bem para terem uma consistência firme e macia para poder amassar com o garfo.

Os alimentos nunca devem ser batidos no liquidificador ou mixer, pois fará com que a comida vire uma papa sem textura e perca as fibras. Para introduzir as carnes, opte por carne moída com purê ou molho de tomate natural e frango desfiado, bem molinho, para facilitar a mastigação dos pequenos.

2. Montando o pratinho do bebê

A montagem do pratinho deve ser feita nas devidas proporções de cada grupo alimentar, não há necessidade de começar apenas com um grupo. Porém, ofereça um alimento por vez. Por exemplo, primeiro o brócolis, depois a carne e assim por diante, para que o bebê sinta a textura de cada um.

Existem diferentes tipos de copos para os bebês beberem água
Existem diferentes tipos de copos para os bebês beberem água
Foto: Prostock-studio | Shutterstock / Portal EdiCase

3. Como oferecer água ao bebê

Ao contrário do que muitas pessoas pensam, os bebês em aleitamento materno exclusivo não devem ingerir água ou líquidos até os 6 meses. Depois desse período, a água pode ser oferecida em copos 360: são copos livres de bicos, pois o bebê não sabe o que fazer com um bico de borracha. Ele é útil, pois simula um copo normal, mas sem chance de derramar a água, e pode ser bom para saídas e passeios, pela sua praticidade.

Os copos de transição também se mostram como uma opção. Existem inúmeros modelos, os com bico rígido, com alça, sem alça e bico de silicone. É interessante testar vários e diferentes, pois o bebê pode ter dificuldade de aceitação logo no início. Prefira os de bico rígido em bebês amamentados para evitar confusão. É importante deixar o pequeno explorar diferentes opções para ver a qual ele melhor se adapta, dessa forma a aceitação da água tende a ser melhor.

4. Oferecendo alimentos alergênicos com segurança

Os alimentos considerados mais alergênicos para o bebê são: leite, ovo, trigo, soja, castanhas, amendoim, peixes e frutos do mar. A janela imunológica é, portanto, esse período da introdução alimentar.

Os alimentos alergênicos devem ser oferecidos oportunamente, a partir dos 6 meses, pois existem estudos que mostram que a introdução oportuna desses alimentos nesta faixa etária reduz o risco de alergias futuras.

Lembre-se: ao oferecer alimentos alergênicos, devemos ter um cuidado especial. Uma ótima dica é oferecê-los um por vez e sendo o único alimento novo do dia. Ofereça mais de uma vez e observe as reações, principalmente as imediatas. Caso apresente reações alérgicas como vermelhidão na pele, inchaço de orelhas e lábios, vômitos imediatos e sintomas respiratórios, procure um médico imediatamente.

5. Lidando com engasgos

Um dos principais medos dos pais e cuidadores ao iniciar a introdução alimentar são os engasgos que podem ocorrer neste processo. Apesar de difícil, o mais importante a ser feito é manter a calma para lidar com a situação. Além disso, outro ponto crucial é aprender a diferenciar se é um engasgo ou um GAG.

O GAG é normal e esperado. Trata-se de um reflexo corporal que expulsa o alimento do corpo para evitar o engasgo. Assemelha-se a uma ânsia. O bebê cospe para fora o alimento que não consegue engolir para fora da boca. Já o engasgo ocorre quando há um alimento obstruindo as vias aéreas por não conseguir ser eliminado sozinho. Pode ser parcial, quando há obstrução, mas o bebê ainda consegue respirar, ou total, quando ocorre a obstrução das vias aéreas. Ele é uma emergência médica que precisa de intervenção imediata.

Para evitar engasgos, são necessários alguns cuidados, como: nunca deixar a criança sozinha (é importante que ela explore os alimentos, mas sempre com observação), evitar dar alimentos cortados em pedaços muito pequenos, nunca forçar o alimento na boca do bebê, evitar dar alimentos com formatos redondos (pois a via aérea é redonda e, em caso de engasgo, pode obstruir a respiração por completo, como uva, tomate-cereja etc.) e sempre sentar a criança com a coluna reta.

A introdução alimentar é uma experiência nova para os bebês, na qual eles exploram texturas e sabores dos alimentos. É natural que façam bagunça e se sujem durante esse processo de descoberta. Nesse momento, a paciência e a calma são muito importantes enquanto a criança se adapta a essa nova etapa de sua vida.

Por Felipe Sá

Portal EdiCase
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