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Rejuvenescimento com peptídeos injetáveis funciona?

Apesar da promessa de rejuvenescimento, especialista alerta que eles não funcionam

8 abr 2026 - 15h33
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Especialista alerta que peptídeos injetáveis ainda não têm comprovação em humanos e podem representar riscos à saúde

A busca por uma aparência mais jovem tem impulsionado o surgimento de novas tendências no mercado da estética. Entre elas, o uso de peptídeos injetáveis, como o GHK-Cu (frequentemente citado como GHKQ), tem ganhado popularidade nas redes sociais. No entanto, a promessa de rejuvenescimento rápido pode esconder riscos importantes à saúde da pele.

Invista no estudo antes do procedimento

De acordo com a dermatologista Samara Kouzak, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, é fundamental que pacientes adotem uma postura crítica diante de novidades que ainda não possuem comprovação científica robusta.

"Rejuvenescer não é testar modas, é planejar com consciência, estratégia e constância. Antes de testar substâncias novas em você, pergunte onde estão os estudos em humanos. A sua pele merece mais do que promessas", afirma.

Não, os peptídeos injetáveis não funcionam

Embora alguns peptídeos sejam estudados há anos e apresentem resultados promissores em laboratório, a especialista destaca que isso não significa que já estejam prontos para aplicação clínica, especialmente na forma injetável.

"O GHKQ é um peptídeo interessante? Sim. Existem estudos demonstrando melhora na qualidade da pele com ele? Sim. Mas esses estudos são in vitro, ex vivo e em animais. Até o presente momento, não existem estudos clínicos robustos em humanos que comprovem a segurança ou a eficácia da aplicação injetável desses peptídeos para rejuvenescimento", explica.

A ausência de evidências clínicas sólidas levanta preocupações importantes, principalmente em relação à segurança do paciente. Segundo a dermatologista, substâncias sem aprovação regulatória podem ser utilizadas sem controle adequado, aumentando o risco de efeitos adversos desconhecidos.

"Se você está utilizando esses peptídeos ou pretende utilizar, saiba que você pode estar se tornando um laboratório vivo. Esses produtos não têm autorização para uso injetável, o que significa que não há controle sobre sua composição, qualidade ou efeitos no organismo. Não sabemos o que pode acontecer a curto, médio ou longo prazo", alerta.

Procure profissionais qualificados

Samara reforça que a dermatologia baseada em evidências deve sempre prevalecer sobre modismos, especialmente quando se trata de procedimentos invasivos. "A dermatologia séria não se constrói em tendências. Ela se constrói com evidência, segurança e responsabilidade", destaca.

Vale ressaltar a importância de buscar profissionais qualificados e optem por tratamentos com eficácia e segurança comprovadas cientificamente.

Revista Malu Revista Malu
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