Reformer ou mat pilates? Entenda as diferenças e qual prática escolher
Embora sigam os mesmos princípios, as modalidades utilizam recursos diferentes para fortalecer os músculos, melhorar a postura e desenvolver o equilíbrio; entenda qual pode ser mais adequada para você
O Mat e o Reformer Pilates têm a mesma base, mas diferem no uso da resistência. Feito no solo, o Mat usa a gravidade e o peso corporal para treinar estabilidade e controle com praticidade. O Reformer, por sua vez, emprega molas e plataforma móvel para graduar suporte e carga. Ambas as modalidades promovem força e flexibilidade com eficácia similar. A escolha ideal depende dos objetivos, orçamento e limites físicos de cada um, sendo bastante benéfico alternar as duas práticas.
O Pilates conquistou espaço entre as pessoas que buscam melhorar o condicionamento físico, fortalecer a musculatura e desenvolver maior consciência corporal. Com movimentos que valorizam a precisão, a respiração e o controle, o método oferece benefícios que vão desde o aumento da flexibilidade até a melhora do equilíbrio e da mobilidade.
Entretanto, quem pretende começar a praticar pode se deparar com uma dúvida: vale mais a pena apostar no Mat Pilates, realizado no chão, ou no Reformer Pilates, feito em um aparelho específico?
Apesar de compartilharem a mesma base, as duas modalidades apresentam características que influenciam a maneira como os exercícios são executados. A diferença está principalmente nos recursos utilizados para gerar resistência, oferecer suporte e desafiar o corpo. Ao portal Boa Forma, a fisioterapeuta e especialista em Pilates Mariana Dias explicou como cada versão funciona e por que a escolha deve considerar as necessidades individuais.
Mat Pilates: como funciona a modalidade praticada no solo?
Também conhecido como Pilates de solo, o Mat Pilates dispensa o uso de grandes equipamentos. As atividades acontecem sobre um colchonete e utilizam principalmente o próprio peso corporal para trabalhar diferentes grupos musculares.
Nesse formato, a gravidade desempenha um papel importante. Isso porque muitos movimentos exigem que o praticante sustente determinadas posições enquanto mantém o alinhamento, a estabilidade e o controle da respiração.
Um exemplo é o Teaser, exercício em que o corpo assume uma posição semelhante à letra V, com as pernas e o tronco elevados. Para permanecer nesta postura, é necessário ativar a musculatura abdominal e coordenar diferentes partes do corpo.
Embora a prática seja conhecida por utilizar poucos equipamentos, acessórios como bolas, faixas elásticas e pesos leves também podem fazer parte das aulas. Esses materiais ajudam a diversificar os movimentos e permitem ajustar a intensidade de acordo com a experiência de cada pessoa.
Outra vantagem é a praticidade. Como não depende de aparelhos grandes, o Mat Pilates pode ser realizado em estúdios, academias e até em casa, desde que os exercícios sejam adequados ao nível do praticante.
Reformer Pilates: o que muda com o uso do aparelho?
O Reformer Pilates recebe esse nome por causa do equipamento utilizado durante as aulas. Ele possui uma plataforma móvel, molas, alças e outros componentes que permitem executar uma grande variedade de movimentos. Diferentemente do Pilates de solo, em que o peso corporal e a gravidade são os principais desafios, o Reformer possibilita modificar a resistência oferecida durante os exercícios.
As molas podem aumentar a força necessária para realizar determinados movimentos, mas também funcionam como uma espécie de auxílio, dependendo da posição do corpo e da atividade proposta. Isso significa que utilizar molas mais pesadas não torna, necessariamente, o exercício mais difícil. Em algumas situações, uma resistência menor exige maior estabilidade e controle para impedir movimentos indesejados da plataforma.
Essa versatilidade permite adaptar as aulas a diferentes níveis de condicionamento físico, desde iniciantes até pessoas com mais experiência. O equipamento também possibilita trabalhar força muscular com resistências progressivas, o que pode contribuir para o desenvolvimento da musculatura quando o treinamento é planejado adequadamente.
Qual modalidade é melhor para ganhar força e flexibilidade?
Uma das principais dúvidas entre os praticantes é se existe uma versão mais eficiente para fortalecer o corpo, melhorar a flexibilidade ou desenvolver o equilíbrio. Na prática, tanto o Mat Pilates quanto o Reformer Pilates podem trabalhar essas capacidades físicas. O que muda é a forma como os estímulos são aplicados.
No Pilates de solo, exercícios que exigem sustentar o próprio peso podem desafiar especialmente a estabilidade, a coordenação motora e o controle corporal. Já no Reformer, a possibilidade de ajustar as molas permite variar a resistência e o suporte oferecido durante cada movimento. Isso amplia as opções de exercícios e facilita a adaptação às necessidades individuais.
Entretanto, não é possível afirmar que uma modalidade seja sempre mais intensa ou eficiente do que a outra. O resultado depende de fatores como a seleção dos exercícios, a frequência das aulas, a progressão das atividades e o condicionamento físico de cada praticante.
Quem procura uma modalidade mais acessível, que possa ser praticada em diferentes espaços, pode se identificar com o Mat Pilates. Por outro lado, pessoas que gostam de exercícios com equipamentos e diferentes possibilidades de resistência podem preferir o Reformer. A decisão também deve levar em conta questões como disponibilidade de aulas, orçamento, objetivos pessoais e eventuais limitações físicas.
É possível combinar as duas modalidades?
Sim! Inclusive, alternar exercícios no solo e no aparelho pode ser uma estratégia interessante para diversificar os estímulos durante o treinamento. Enquanto o Mat Pilates proporciona desafios relacionados ao controle do peso corporal, o Reformer oferece novas possibilidades de resistência e assistência. Essa combinação permite explorar diferentes movimentos e trabalhar as capacidades físicas de maneiras complementares.
O mais importante não é determinar qual modalidade é superior, mas compreender que ambas podem ser adaptadas às características e aos objetivos de cada pessoa. Por isso, antes de iniciar as aulas, vale conversar com um profissional qualificado para avaliar o condicionamento físico e identificar quais exercícios são mais adequados.
No fim das contas, o melhor Pilates é aquele que respeita os limites do corpo, proporciona uma evolução gradual e pode ser mantido com regularidade. Seja no colchonete ou no Reformer, a prática pode contribuir para uma rotina mais ativa e para a melhora da qualidade de vida.
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