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Primavera: cuidados essenciais para evitar alergias em cães e gatos

Aumento do pólen, das temperaturas e da atividade de pulgas pode agravar alergias e outros problemas em cães e gatos

25 set 2026 - 13h34
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Resumo
Na primavera, o aumento de pólen e a proliferação de pulgas elevam os riscos de alergias em cães e gatos, agravando quadros respiratórios, dermatológicos, oculares e otológicos. Sintomas como coceira intensa, lesões cutâneas, conjuntivite e secreção nos ouvidos exigem cautela e controle antiparasitário contínuo. Como os sinais podem se confundir com outras doenças, a avaliação veterinária é fundamental, sendo o socorro imediato vital em casos de inchaço súbito ou dificuldade para respirar.

A primavera chegou, e a mudança de estação também pede atenção com os pets. O aumento das floradas eleva a presença de pólen e outras partículas no ambiente. As temperaturas também ficam mais altas e, em algumas regiões, a umidade aumenta.

Entenda os riscos que a mudança de estação pode trazer para seu pet
Entenda os riscos que a mudança de estação pode trazer para seu pet
Foto: Shutterstock / Alto Astral

Essas condições podem favorecer ou agravar manifestações alérgicas em cães e gatos predispostos. Segundo Myriam Teixeira, médica-veterinária e professora da Newton Paiva Wyden, problemas respiratórios, dermatológicos, oculares e otológicos podem ganhar força nessa época.

"Na primavera, alguns fatores ambientais podem aumentar a exposição de cães e gatos a agentes capazes de desencadear ou agravar manifestações alérgicas. Um dos principais é o aumento das floradas e, consequentemente, da presença de pólen e de outras partículas ambientais", explica.

Em gatos, esses fatores podem contribuir para a piora de sinais associados à asma felina e à bronquite. Já em animais predispostos à dermatite atópica, a exposição a componentes ambientais pode intensificar as manifestações na pele.

Pulgas também exigem atenção

Outro ponto importante na primavera é o aumento da atividade de ectoparasitas, especialmente das pulgas. Em animais sensibilizados, uma única picada pode desencadear uma reação alérgica intensa.

A condição é conhecida como dermatite alérgica à picada de pulga. Ela costuma provocar coceira intensa e lesões na pele.

"Em animais sensibilizados, a picada de uma única pulga pode desencadear uma reação alérgica intensa, caracterizando a dermatite alérgica à picada de pulga, que geralmente provoca prurido intenso e lesões dermatológicas", explica Myriam.

A ausência de pulgas visíveis também não significa que o pet esteja livre do problema. Por isso, o controle preventivo e regular de pulgas e outros ectoparasitas é uma das principais medidas de cuidado.

A recomendação vale inclusive para animais que vivem principalmente dentro de casa. "Animais muito sensíveis podem apresentar uma reação intensa mesmo após poucas picadas, e muitas vezes as pulgas não são observadas durante o exame feito pelo responsável em casa", ressalta a veterinária.

Coceira nem sempre é alergia

Coceira, vermelhidão, queda de pelos, crostas e feridas podem aparecer em diferentes problemas dermatológicos. Por isso, observar as lesões em casa não é suficiente para identificar a causa.

"Em casa, não é possível diferenciar com segurança uma alergia de outras doenças dermatológicas apenas pela aparência das lesões e uma avaliação profissional pode ser necessária para confirmar ou excluir um diagnóstico", afirma Myriam.

Entre as possibilidades que precisam ser investigadas estão dermatites causadas por ectoparasitas, infecções bacterianas ou fúngicas, alergias ambientais e alimentares e alterações comportamentais.

A lambedura excessiva, por exemplo, pode produzir lesões semelhantes às observadas em algumas doenças alérgicas. Ainda assim, alterações comportamentais devem ser consideradas somente depois da investigação de outras causas, principalmente aquelas que podem provocar coceira.

Olhos e ouvidos também podem sofrer na primavera

O pólen, a poeira e outras partículas ambientais também podem estar relacionados a manifestações nos olhos. Um exemplo é a conjuntivite alérgica, que pode provocar vermelhidão, lacrimejamento e desconforto.

"Nem toda conjuntivite nessa época do ano é alérgica, sendo necessário considerar também causas infecciosas, corpos estranhos e outros irritantes ambientais", explica a veterinária.

As alergias também podem afetar os ouvidos. A inflamação pode alterar o ambiente do canal auditivo e favorecer a ocorrência de otite externa.

Em alguns casos, podem surgir infecções secundárias provocadas por bactérias ou leveduras. Coceira nas orelhas, balançar frequentemente a cabeça, esfregar os ouvidos, secreção e odor desagradável são sinais que merecem atenção.

Quando procurar um veterinário?

A avaliação veterinária é recomendada quando os sinais são persistentes ou intensos. Também é importante observar outros sinais, como:

  • Coceira intensa, lambedura ou mordedura excessiva do corpo.
  • Queda de pelos, feridas, crostas, sangramento ou vermelhidão intensa.
  • Episódios recorrentes de otite, mau odor na pele ou nos ouvidos.
  • Lesões nas patas ou entre os dedos.
  • Conjuntivite ou alterações importantes na face e ao redor dos olhos.

Quando os sinais dermatológicos aparecem junto com vômitos ou diarreia, também é recomendável buscar orientação veterinária. Nesses casos, podem existir outras condições associadas ou, em determinadas situações, uma possível relação com hipersensibilidade alimentar.

Alguns sinais exigem atendimento imediato. "Inchaço súbito da face ou do focinho, dificuldade respiratória importante, fraqueza intensa, desmaio ou colapso podem estar associados a reações de hipersensibilidade graves e constituem situações de emergência", conclui Myriam Teixeira.

Alto Astral
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