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Almofadinhas ressecadas: veja como evitar e tratar esse problema nas patas dos pets

Manter essa região saudável é essencial para garantir o bem-estar e a qualidade de vida dos animais

31 jul 2026 - 18h01
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O ressecamento dos coxins, popularmente conhecidos como almofadinhas, pode causar desconforto, rachaduras e sensibilidade nas patas dos animais, além de favorecer infecções e dificultar a locomoção. Essas estruturas funcionam como uma proteção natural para os pets, amortecendo impactos e evitando lesões durante caminhadas e brincadeiras.

Cuidados simples no dia a dia ajudam a prevenir o ressecamento das patinhas
Cuidados simples no dia a dia ajudam a prevenir o ressecamento das patinhas
Foto: Pixel-Shot | Shutterstock / Portal EdiCase

De acordo com Douglas Evandro dos Santos, médico-veterinário e coordenador do curso de Medicina Veterinária da Unime, algumas situações comuns do dia a dia podem favorecer o ressecamento das patinhas dos animais. "Fatores como baixa umidade do ar, pisos ásperos, contato frequente com superfícies quentes ou frias e até banhos excessivos podem comprometer essa barreira protetora", explica.

Produtos para evitar e tratar o ressecamento nas patinhas

Em busca de solucionar ou até evitar o ressecamento das patinhas dos animais, muitos tutores recorrem a soluções caseiras para hidratar as almofadinhas, como óleo de coco e vaselina sólida. Entretanto, a escolha do produto deve considerar a segurança e as necessidades dos pets.

Segundo o médico-veterinário, o ideal é utilizar produtos desenvolvidos especificamente para os animais. "Os bálsamos formulados para pets são os mais indicados porque foram desenvolvidos considerando as características da pele dos animais e o hábito que eles têm de lamber as patas. Esses produtos oferecem hidratação adequada e contam com ingredientes seguros caso sejam ingeridos em pequenas quantidades", explica.

O especialista destaca que o óleo de coco pode ser utilizado eventualmente como uma alternativa para hidratação leve, desde que o animal não apresente alergias ou sensibilidade ao produto. "Ele possui propriedades hidratantes e pode ajudar em casos de ressecamento discreto. Porém, seu efeito costuma ser temporário e não substitui produtos veterinários formulados para esse fim", afirma.

A vaselina sólida, por outro lado, exige mais cautela. Embora crie uma camada protetora sobre a pele, ela não possui propriedades hidratantes significativas e pode trazer alguns inconvenientes. "A vaselina atua principalmente como uma barreira física, ajudando a reduzir a perda de umidade. No entanto, por ser mais oleosa, pode deixar as patas escorregadias e causar desconforto. Além disso, se o animal lamber em excesso, pode ocorrer irritação gastrointestinal", alerta Douglas Evandro dos Santos.

Rachaduras, lambedura excessiva e sensibilidade ao caminhar são alguns dos sinais de que as almofadinhas plantares precisam de atenção
Rachaduras, lambedura excessiva e sensibilidade ao caminhar são alguns dos sinais de que as almofadinhas plantares precisam de atenção
Foto: Denis Val | Shutterstock / Portal EdiCase

Sinais de que as patinhas precisam de atenção

O médico-veterinário destaca que os tutores devem observar alguns sinais que indicam ressecamento ou lesões nas almofadinhas plantares antes de iniciar o uso de qualquer produto ou medicação. Veja os principais:

  • Presença de rachaduras ou fissuras;
  • Aspecto esbranquiçado ou áspero;
  • Lambedura excessiva das patas;
  • Sensibilidade ao caminhar;
  • Pequenos sangramentos;
  • Mudanças na forma de andar ou claudicação.

Cuidados simples para evitar o ressecamento das almofadinhas

Além da hidratação adequada, Douglas Evandro dos Santos alerta para cuidados simples no dia a dia, como evitar passeios em horários de temperaturas extremas, manter os pelos entre os coxins aparados, limpar e secar bem as patas após passeios e garantir uma alimentação equilibrada.

"Observar o comportamento do animal deve fazer parte da rotina. Muitas vezes, as alterações começam de forma discreta e só são percebidas quando o animal já sente dor ou apresenta dificuldade para caminhar", finaliza o especialista.

Por Camila Souza Crepaldi

Portal EdiCase
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