Paulo Paula é o melhor brasileiro na Maratona de Berlim aos 47 anos
Olímpico em três edições, atleta de 47 anos correu 2h12min07s e foi o melhor brasileiro na quinta Major da temporada
Aos 47 anos, o veterano Paulo Paula foi o melhor brasileiro na Maratona de Berlim ao completar a prova em 2h12min07s, terminando na 30ª colocação geral; Amanda de Oliveira liderou entre as brasileiras. Na elite internacional, o etíope Guye Adola venceu a disputa masculina com 2h02min50s. No feminino, a também etíope Tigst Assefa foi campeã com 2h11min04s e quebrou o recorde da prova, mesmo após sofrer uma lesão no tendão de Aquiles perto da chegada que a impediu de bater o recorde mundial.
Aos 47 anos, Paulo Roberto de Almeida Paula foi o melhor brasileiro na Maratona de Berlim 2026, disputada no domingo, 27 de setembro. O atleta completou a prova em 2h12min07s e terminou na 30ª posição geral.
Paulo corre pela equipe de Campos do Jordão, recém-filiada à Federação Paulista de Atletismo, e tem uma trajetória de mais de três décadas no atletismo. Aos 47 anos, é um dos atletas brasileiros de maior longevidade no alto rendimento. Ele participou dos Jogos Olímpicos de Londres 2012, Rio 2016 e Tóquio 2020, disputado em 2021. Em Londres, Paulo foi oitavo na maratona, seu melhor resultado olímpico.
Em Berlim, Paulo completou sua 32ª maratona. Seu melhor resultado na distância foi obtido em Sevilha, em 2022, quando fez 2h09min51s.
Logo após a chegada, em entrevista à BNATV, ele falou sobre as condições da prova e sobre a marca obtida.
"Pra mim foi uma prova maravilhosa. Pegamos um pouco de vento, mas quando se fala em performance eu sempre entrego o meu melhor", afirmou Paulo à BNATV.
O atleta disse que, aos 47 anos, também precisa respeitar os limites do corpo.
"Hoje eu já tô com 47 anos, a idade pega, são 31 anos que eu tô nessa estrada. E assim, eu corro aquilo que eu treino, sempre respeitando o limite do corpo", afirmou à BNATV.
Paulo esperava correr para uma marca melhor, mas terminou satisfeito com o resultado.
"Queria fazer uma marca melhor, mas Deus preparou: foi 2h12. E saio daqui satisfeito porque não é todo dia que tem um atleta como eu, aos 47 anos, fazendo essa marca, ficando bem ranqueado na minha categoria", disse em entrevista à BNATV.
A motivação para continuar competindo também passa, segundo Paulo, pela relação pessoal que mantém com a corrida. "Eu corro pra ser feliz, eu corro não pra mostrar que eu sou o melhor pra ninguém, mas eu corro pra mim e pra Deus", afirmou à BNATV.
Os brasileiros em Berlim
No masculino, depois de Paulo Paula, o segundo brasileiro foi Antonio Pereira, com 2h19min53s. Leonardo Santana de Olinda terminou em 2h20min37s, seguido por Vágner da Silva Noronha, com 2h20min44s, e Miguel Morone, com 2h21min30s.
Entre as mulheres, Amanda de Oliveira foi a brasileira mais bem colocada, com 2h36min45s. Alice Yuri Lima Fonseca correu 2h43min33s, seguida por Thalya Hillebrant, com 2h50min47s. Rafaella Passos de Souza marcou 2h56min00s e Vanessa Brigido Vicente fechou o grupo das cinco primeiras brasileiras com 2h56min33s.
Adola vence no masculino
O etíope Guye Adola venceu a Maratona de Berlim no masculino, com 2h02min50s. Gemechu Dida, tamném da Etiópia, foi o segundo, com 2h03min19s, e Gabriel Geay, da Tanzânia, terminou em terceiro, com 2h03min59s. Adola conquistou seu segundo título em Berlim, cinco anos depois da primeira vitória.
Assefa perde o recorde mundial nos quilômetros finais
No feminino, Tigst Assefa protagonizou uma das grandes atuações da Maratona de Berlim. A etíope passou a metade da prova em 1h04min57s e manteve um ritmo de recorde mundial durante praticamente todo o percurso. Aos 35 km, tinha 20 segundos de vantagem sobre a projeção do recorde e, aos 40 km, ainda estava em ritmo para terminar abaixo de 2h10min.
A tentativa de recorde, porém, terminou nos quilômetros finais. Assefa apresentou uma alteração brusca na passada, passou a mancar e perdeu velocidade. Ela sofreu uma ruptura parcial do tendão de Aquiles. Mesmo com a lesão, conseguiu completar a prova em 2h11min04s.
O tempo foi o novo recorde da Maratona de Berlim, 49 segundos abaixo da marca anterior da própria Assefa, de 2h11min53s, obtida na vitória de 2023. Foi também a terceira melhor marca da história da maratona feminina.
Assefa ficou, no entanto, a 1min08s do recorde mundial de 2h09min56s, pertencente à queniana Ruth Chepngetich. Bedatu Hirpa foi a segunda colocada, com 2h16min53s, e Dera Dida terminou em terceiro, com 2h16min55s.
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