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O truque da "sessão fantasma": por que a Cinemark exibe Zuzubalândia 100 vezes ao dia?

Entenda a polêmica de 'Zuzubalândia' e como as novas normas da Ancine prometem acabar com as sessões de madrugada e salas vazias para filmes brasileiros

8 mai 2026 - 16h39
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A rede Cinemark virou o centro de uma polêmica nacional ao utilizar o filme infantil 'Zuzubalândia' para cumprir a Cota de Tela de forma acelerada. A estratégia consistia em programar mais de 100 sessões diárias da animação, muitas vezes às 11h, em salas sem nenhum espectador. O objetivo era bater a meta de 16% de produções nacionais exigida por lei, liberando espaço na grade para blockbusters estrangeiros como 'Vingadores' e 'Duna'.

Ancine muda regras da Cota de Tela após Cinemark usar brecha com o filme Zuzubalândia. Entenda como ficam as sessões de cinema
Ancine muda regras da Cota de Tela após Cinemark usar brecha com o filme Zuzubalândia. Entenda como ficam as sessões de cinema
Foto: iStock / Getty Images Plus/ SbytovaMN / Bons Fluidos

Como um filme de 60 minutos virou "atalho" no Cinemark

Primeiramente, a prática chamou a atenção por usar uma produção que tem apenas uma hora de duração — o que a caracteriza tecnicamente como média-metragem. Funcionários de unidades da rede confirmaram ao 'Folhapress' que a diretriz era exibir o título no início do dia "para alcançar as metas estabelecidas pela regra". Segundo dados da Ancine, o filme teve mais de 17 mil sessões no ano, mas registrou uma média pífia de apenas 0,1 espectador por exibição.

Ancine reage: novas regras para os filmes brasileiros

Dessa forma, em resposta a esse movimento, a Ancine atualizou as regras da Cota de Tela nesta semana para fechar as brechas. A principal mudança foca na "valorização do horário nobre". Agora, sessões exibidas a partir das 17h terão um peso maior na contagem da cota. A agência constatou que, embora o número de sessões nacionais tenha subido para 15,7% em 2025, o público recuou, sinalizando que o filme brasileiro estava escondido em horários de baixa procura.

As novas normas também trazem incentivos para filmes premiados e para a permanência de títulos por mais semanas em cartaz. O Secretário de Regulação da Ancine, Leandro Mendes, afirmou que o órgão notou a "fragilidade na norma" e precisou agir para garantir que a presença em cartaz se converta em público real. Para o espectador, a mudança significa que os filmes nacionais devem ganhar salas e horários muito mais acessíveis a partir de agora.

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