Script = https://s1.trrsf.com/update-1789154714/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE
Oferecimento Logo do patrocinador
Publicidade

O animal enorme que atravessa a mata quase sem fazer barulho pode estar muito mais perto do que parece

Onça-parda consegue circular pela mata com discrição apesar do tamanho, e câmeras revelam passagens que pessoas dificilmente perceberiam.

18 set 2026 - 15h24
(atualizado às 15h31)
Compartilhar
Exibir comentários
Resumo
Apesar do grande porte, a onça-parda transita de forma discreta pelas matas graças a patas que amortecem passos, movimentos cautelosos e à camuflagem na vegetação. Armadilhas fotográficas revelam sua presença frequente em trilhas e perto de áreas habitadas, embora raramente seja vista por humanos. Solitária, a espécie busca abrigo e presas sem intenção de atacar pessoas. Em caso de encontro, recomenda-se manter a calma, recuar devagar, não cercar o animal e acionar autoridades ambientais.

A trilha parece vazia. Nenhum rugido, nenhuma corrida entre as árvores, nenhum movimento chama atenção. Horas depois, uma câmera instalada naquele mesmo caminho registra um grande felino atravessando a mata. A onça-parda, Puma concolor, consegue permanecer discreta mesmo com um corpo que dificilmente seria ignorado em um espaço aberto. Isso não significa que exista uma onça escondida perto de qualquer pessoa que entra na floresta. Significa que tamanho e facilidade de observação são coisas diferentes. Vegetação, comportamento e deslocamento cuidadoso ajudam esse animal a circular sem se anunciar a cada passo.

Vegetação, patas e movimentos cuidadosos ajudam o felino a permanecer discreto.
Vegetação, patas e movimentos cuidadosos ajudam o felino a permanecer discreto.
Foto: Imagem gerada por inteligência artificial / Catraca Livre

Qual grande felino costuma passar despercebido?

A onça-parda, também chamada de puma ou suçuarana, é um felino de grande porte encontrado no Brasil. Diferentemente da onça-pintada adulta, não tem o corpo coberto por rosetas, aquelas manchas organizadas em desenhos escuros. A pelagem relativamente uniforme ajuda a distinguir os dois animais, mas a identificação deve considerar o conjunto. Uma sombra distante ou uma pegada sem contexto não basta para concluir qual espécie passou pelo local.

Corpo musculoso, cauda longa e movimentação controlada fazem parte da vida desse predador. Reconhecer Puma concolor como espécie própria evita transferir para ela características de outros felinos. Uma imagem nítida ajuda na identificação, mas não justifica aproximação.

Câmeras revelam passagens de onças que visitantes dificilmente conseguem observar.
Câmeras revelam passagens de onças que visitantes dificilmente conseguem observar.
Foto: Imagem gerada por inteligência artificial / Catraca Livre

Como um animal grande consegue caminhar discretamente?

As almofadas nas patas amortecem o contato com o solo, e a aproximação cuidadosa reduz movimentos que denunciariam sua posição. A vegetação completa esse efeito: folhas, troncos e sombras interrompem a visão do corpo. O resultado não é silêncio absoluto. Galhos secos podem quebrar e folhas podem se mover, mas um deslocamento lento produz uma impressão muito diferente da corrida pesada que muita gente imagina para um animal desse tamanho.

A onça-parda depende de oportunidades de caça e não precisa emitir som enquanto percorre seu território. Permanecer discreta pode ajudar na aproximação de uma presa e na redução de encontros desnecessários. A dificuldade de vê-la nasce desse conjunto, não de uma capacidade de desaparecer. Alguns elementos explicam por que uma trilha aparentemente vazia pode ser usada por fauna de grande porte sem que o visitante note:

  • Patas amortecem parte do contato com o chão.
  • Movimentos cuidadosos evitam anunciar a aproximação.
  • Sombras e vegetação interrompem a visão do corpo.
  • O horário da observação influencia o que conseguimos registrar.

O que uma câmera revela que a caminhada não mostra?

Uma armadilha fotográfica pode registrar animais sem a presença de uma pessoa ao lado do equipamento. Instalada e usada de forma adequada por equipes de monitoramento, ela documenta passagens que ocorreriam fora do horário de uma visita. É uma diferença decisiva: caminhar por uma trilha e não ver felinos não prova que eles nunca usam aquele espaço, apenas que não foram observados naquele período e naquelas condições.

A técnica também ajuda a estudar horários e locais de circulação, mas um único registro não responde a todas as perguntas. Ele não determina sozinho o tamanho de uma população nem prova que o animal vive permanentemente ao lado de uma casa. A observação de mamíferos por câmeras de monitoramento reúne informações ao longo do tempo. No caso de um felino discreto, esse acompanhamento permite trocar impressões vagas por evidências de presença e uso do ambiente.

Confira o vídeo compartilhado pelo canal do YouTube Prefeitura de Valinhos, que fala sobre as características da onça-parda e a convivência com esse felino da fauna brasileira:

Por que o encontro pode acontecer perto de áreas habitadas?

A onça-parda costuma viver e caçar de maneira solitária, utilizando áreas que ofereçam presas e abrigo. Percorrer trechos entre habitats faz parte dessa busca. Quando a paisagem natural encontra áreas habitadas, uma passagem pode chamar atenção sem representar uma tentativa de atacar moradores. O contexto importa mais que a impressão causada pelo tamanho.

Cuidados com animais domésticos e com o uso do espaço ajudam a reduzir conflitos. Não deixe cães perseguirem fauna silvestre nem ofereça comida para atrair uma onça e fotografá-la. Se houver aparições repetidas perto de moradias, procure o órgão ambiental responsável pela região. A orientação precisa ser adequada ao contexto, porque uma passagem registrada longe de pessoas e um animal acuado dentro de uma área cercada exigem abordagens diferentes.

Como agir se uma onça-parda aparecer no caminho?

Mantenha distância, não tente tocar, alimentar ou cercar o animal e não corra. Afaste-se com calma, sem virar o encontro em uma perseguição, e mantenha crianças próximas dos adultos. A onça precisa de uma rota de saída. Para ocorrência em área urbana ou junto a moradias, acione o serviço ambiental ou de emergência indicado no município, em vez de organizar uma captura improvisada ou soltar cães atrás do felino.

A discrição muda nossa leitura da mata: não ver um animal não prova sua ausência. Essa ideia pede respeito à fauna e conservação das conexões entre ambientes, não medo atrás de cada árvore. O felino atravessa a vegetação sem se anunciar porque está adaptado a ela.

Catraca Livre
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra