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Muito além da corrida: 5 treinos diferentes para fazer na esteira

Da corrida intervalada à caminhada de costas, veja maneiras de sair da mesmice, explorar novos estímulos e deixar o treino na esteira mais dinâmico

10 set 2026 - 17h04
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Resumo
Para combater a monotonia da corrida contínua na esteira, é possível diversificar os treinos com diferentes estímulos. Alternar caminhada e corrida, simular subidas com a inclinação e adotar treinos intervalados são formas eficientes de trabalhar resistência e força. Práticas como caminhar de lado ou para trás ativam a coordenação e a musculatura estabilizadora, mas demandam baixa velocidade e supervisão profissional. Variar com segurança e consistência é essencial para manter a motivação.

Subir na esteira, selecionar uma velocidade e correr durante vários minutos. Para muita gente, essa é praticamente a definição de treino no aparelho. Embora funcione, repetir exatamente a mesma atividade todos os dias pode tornar o exercício monótono - e até diminuir a vontade de continuar.

Cansou do mesmo treino na esteira? Conheça 5 maneiras de variar os exercícios e trabalhar diferentes estímulos com segurança
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Foto: Reprodução: nortonrsx/Getty Images / Bons Fluidos

A boa notícia é que a esteira permite muito mais possibilidades do que simplesmente correr em velocidade constante. Dá para brincar com ritmo e inclinação, alternar corrida e caminhada e, para quem já tem experiência e orientação adequada, explorar até outras direções de movimento. Além de deixar a atividade mais dinâmica, mudar os estímulos pode trabalhar capacidades diferentes, como resistência, força, equilíbrio e coordenação.

Antes de experimentar, porém, é importante considerar o próprio condicionamento. Algumas das variações abaixo exigem domínio do equipamento e podem não ser indicadas para iniciantes ou pessoas com determinadas limitações físicas. Quando houver dúvida, a orientação de um profissional de educação física é o caminho mais seguro.

Quer sair da mesmice? 5 maneiras de transformar o treino na esteira

1. Alterne corrida e caminhada

Não é preciso correr do início ao fim para fazer um bom treino na esteira. Alternar períodos de corrida com caminhada rápida é uma estratégia simples para variar a intensidade e pode ser especialmente interessante para quem está começando a correr.

Depois de um aquecimento em ritmo confortável, é possível intercalar alguns minutos correndo com períodos caminhando. Conforme o condicionamento melhora, o tempo de corrida pode aumentar gradualmente enquanto a recuperação diminui.

Para quem já corre há mais tempo, a mesma lógica pode ser usada com intensidades maiores: períodos de corrida rápida são alternados com trotes ou caminhadas de recuperação. O mais importante é não copiar velocidades de outras pessoas. A intensidade precisa ser ajustada ao condicionamento individual e permitir que o movimento continue sendo realizado com controle.

2. Use a inclinação para simular subidas

Se aumentar a velocidade não parece uma boa ideia, experimente mexer em outro botão: o da inclinação. Elevar a plataforma modifica o esforço necessário para caminhar ou correr e aproxima o exercício da sensação de enfrentar uma subida. Isso aumenta a exigência cardiovascular e também altera a demanda sobre a musculatura dos membros inferiores.

Uma possibilidade é criar pequenos "morros" ao longo do treino. Comece em uma inclinação confortável, aumente gradualmente durante alguns minutos e depois volte para uma posição mais baixa para se recuperar.

Também dá para fazer toda a sequência caminhando. Uma caminhada inclinada pode se tornar bastante desafiadora mesmo sem atingir velocidades de corrida. Só não é necessário transformar a esteira em uma montanha logo no primeiro treino. Inclinação e duração devem aumentar progressivamente.

3. Experimente o treino intervalado

Para quem acha entediante permanecer 30 ou 40 minutos no mesmo ritmo, os intervalos podem mudar completamente a experiência. 

O princípio é simples: alternar momentos de maior intensidade com períodos de recuperação. Por exemplo, depois do aquecimento, você pode acelerar durante um curto período e, em seguida, diminuir a velocidade até recuperar o fôlego antes da próxima repetição. Isso não significa que todo treino intervalado precise ser um HIIT extremamente intenso. Os estímulos podem ser moderados e adaptados ao nível de cada pessoa.

Também existe uma alternativa mais livre, conhecida como fartlek. Em vez de seguir tempos rigorosos, a pessoa varia o ritmo de acordo com a própria percepção de esforço. Pode acelerar durante uma música, diminuir na seguinte e voltar a aumentar quando se sentir preparada. Essa mudança constante ajuda a quebrar a sensação de que o treino está se arrastando e ainda permite trabalhar diferentes intensidades em uma mesma sessão.

4. Caminhe de lado

Agora começam as variações menos convencionais. Caminhar lateralmente na esteira muda o padrão habitual do movimento e exige bastante coordenação e equilíbrio. Em vez de ficar de frente para o painel, a pessoa posiciona o corpo de lado e realiza pequenos passos laterais, sem cruzar as pernas. Depois de determinado período, troca a posição para trabalhar o outro lado.

Como o deslocamento acontece em uma direção à qual não estamos tão acostumados durante a caminhada, a musculatura responsável pela estabilização e controle do quadril recebe um estímulo diferente. 

Mas atenção: essa não é uma variação para testar em alta velocidade. A esteira deve estar em ritmo muito baixo, e é essencial dominar o movimento antes de pensar em aumentar a dificuldade. Pessoas sem experiência devem fazer o exercício apenas com supervisão profissional. Se houver qualquer dificuldade de equilíbrio, o melhor é escolher outra opção.

5. Já pensou em caminhar para trás?

Pode parecer estranho no começo, mas a caminhada para trás - conhecida como backward walking - é uma modalidade estudada inclusive no contexto de exercícios terapêuticos e reabilitação.

Ao inverter a direção, a mecânica da passada muda. O corpo precisa reorganizar movimentos de pés, tornozelos, joelhos e quadris, além de lidar com um desafio maior de coordenação.

Na esteira, o cuidado precisa ser redobrado justamente porque a pessoa não consegue visualizar diretamente para onde está se deslocando. A velocidade deve ser bastante baixa, com passos curtos e controlados. Para quem nunca realizou o movimento, a supervisão de um profissional é recomendada. Pessoas com alterações de equilíbrio, tontura ou problemas musculoesqueléticos também devem buscar orientação antes de experimentar.

Segurança vem antes da variedade

Sair da rotina pode deixar o exercício mais interessante, mas nem toda tendência vista nas redes sociais precisa entrar no treino. Quanto mais diferente for o movimento - como caminhar lateralmente ou para trás -, maior deve ser a atenção à velocidade, à técnica e ao equilíbrio. Também é importante utilizar os recursos de segurança disponíveis no equipamento e conhecer as orientações do fabricante.

Para quem está começando, variar velocidade, inclinação e períodos de corrida e caminhada já oferece inúmeras possibilidades sem precisar recorrer aos movimentos mais complexos.

Afinal, o melhor treino não é necessariamente aquele que parece mais difícil ou diferente. É aquele que desafia o corpo na medida certa, pode ser executado com segurança e, principalmente, consegue fazer parte da rotina com consistência.

Bons Fluidos
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