Mônica Martelli desabafa sobre medo ninho vazio: 'Vontade de chorar'
Em entrevista recente, a atriz ainda revelou que a proximidade da independência da filha desperta sentimentos diversos e reflexões sobre uma nova fase da maternidade
A atriz Mônica Martelli desabafou sobre o sofrimento antecipado com a futura saída da filha de casa, sentimento ligado à síndrome do ninho vazio. Embora não seja um diagnóstico clínico, a condição reflete a tristeza, a solidão e a perda de rotina comuns a muitos pais quando os filhos buscam a independência. Especialistas recomendam investir em novos projetos, cultivar amizades e, se a angústia for persistente a ponto de afetar a saúde, buscar suporte psicológico para se readaptar à nova fase.
Mônica Martelli, de 58 anos, já tenta se preparar para o momento em que a filha, Júlia Marques, de 17 anos, deixar a casa da família para construir a própria rotina. De acordo com a atriz, embora a mudança ainda esteja no futuro, pensar na independência da jovem já desperta sentimentos difíceis de administrar.
"Tento me preparar todos os dias. Tento pensar: 'Vai ser muito legal. Independência! A gente cria filho para o mundo'. Mas sei que vou morrer. Já avisei que, se eu passar muito mal, vou atrás, que vai ser papelão", afirmou em entrevista à 'Quem'.
"Na verdade, é um misto de sentimentos. Tem a parte de sentir muita saudade e de que vai ser muito difícil para mim. Tenho vontade de chorar só de pensar. Por outro lado, sinto muita alegria de ver a minha filha indo para o mundo. A gente cria filha para ir para o mundo e para ser feliz, não cria para a gente", acrescentou.
Relato de Mônica Martelli e a síndrome do ninho vazio
O receio descrito por Mônica Martelli faz parte da realidade de muitas mães e pais. Quando a saída dos filhos de casa provoca sofrimento mais intenso e dificuldade de adaptação, esse conjunto de sentimentos pode se aproximar do que ficou conhecido como síndrome do ninho vazio.
Apesar do nome, a síndrome do ninho vazio não constitui um diagnóstico clínico. O termo descreve reações emocionais que podem surgir diante da mudança no convívio com os filhos, como tristeza, ansiedade, solidão e dificuldade para reorganizar a própria rotina.
Depois de anos em que boa parte do cotidiano esteve ligada aos cuidados parentais, essa mudança tende a provocar questionamentos sobre identidade e propósito. Ao mesmo tempo, orgulho pela autonomia dos filhos e saudade da convivência diária podem aparecer juntos durante esse período de adaptação.
De acordo com especialistas, nesse momento, reconstruir a rotina pode ajudar a preservar o bem-estar emocional. Criar novos projetos, retomar interesses pessoais, praticar atividades físicas e fortalecer amizades, por exemplo, são formas de dar novo sentido ao dia a dia. A relação com os filhos também pode assumir uma nova dinâmica, mantendo a proximidade afetiva sem limitar a autonomia conquistada por eles.
Caso o sofrimento persista por várias semanas ou provoque alterações importantes no sono, no apetite, no interesse pelas atividades ou no dia a dia, é importante buscar acompanhamento psicológico. A psicoterapia, então, oferece suporte para reorganizar papéis e encontrar novas fontes de propósito nessa fase da vida.
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