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Famosos torcem pelo matrimônio entre pessoas do mesmo sexo

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Matrimônio:Acepções - substantivo masculino. 'ato', 'vínculo', 'ritual'

Casamento: Acepções - substantivo masculino. 1.Ato ou efeito de casar. 2.Vínculo conjugal entre um homem e uma mulher. 3.Derivação por extensão de sentido de qualquer relação comparável à de marido e mulher. 4.O ritual que confere o status de casado, esp. A cerimônia de casamento e suas festividades.

(Houaiss)

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Assim sendo, não vamos falar de casamento e, sim, de matrimônio nesta reportagem. Como se sabe, a aprovação na Argentina da união legal entre pessoas do mesmo sexo reacendeu o debate que no Brasil já foi iniciado há mais de 15 anos, mas que até agora não entrou na pauta de votação do Legislativo. Enquanto a Argentina se tornou o primeiro país da América Latina a avançar no assunto, os presidenciáveis e famosos do Brasil se dividem sobre o assunto. O Terra reuniu alguns depoimentos e foi atrás de dois homossexuais assumidos do mundo da moda para discutir o assunto.

"Sou a favor da união civil. Acho que a questão do casamento é religiosa. Eu, como indivíduo, jamais me posicionaria sobre o que uma religião deve ou não fazer. Temos que respeitar", disse a candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff. José Serra (PSDB) falou sobre a questão da adoção de crianças por homossexuais a um jornal paulista: "tem tanto problema grave de crianças abandonadas no Brasil que, para elas, é uma salvação". Marina Silva do PV foi mais direta. Em entrevista ao Terra TV disse: "não tenho opinião favorável".

O estilista carioca Carlos Tufvesson e o nome mais influente da cena fashion nacional, Paulo Borges, que até então era organizador das semanas de moda de São Paulo e Rio de Janeiro e acabou de passar o posto para Gustavo Bernhoeft, pensam diferente. "Está de parabéns o senado argentino por assegurar a igualdade de direitos para os seus cidadãos. Fundamental ressaltar o apoio da presidente ao projeto político de militância local que agiu de forma suprapartidária", disse Carlos. "É preciso entender que o que foi aprovado foi o Código Civil, que nada tem a ver com as regras de uma religião que pode ser seguida pelos seus fieis, mas não como políticas de Estado". Carlos Tufvesson mora com o arquiteto André Piva. "Sou casado há 16 anos com o André. Pelo governo brasileiro sou solteiro. Qual casamento dura todo esse tempo se não fosse uma relação de amor?".

Paulo Borges, atual presidente do InMod (Instituto Nacional de Moda e Design), falou sobre preconceito. "Eu não vejo nenhuma diferença nesta questão do casamento, mas penso que a maioria dos gays gostaria, sim, de ver seus direitos oficializados. Isto reflete em conquistas, na dissolução em médio e longo prazo dos preconceitos ainda existentes". Mas, o próprio Paulo questiona: "será possível em qualquer sociedade contemporânea que o preconceito e a intolerância desapareçam?".

Em relação à atitude tomada pela Argentina, Paulo Borges disse que "ela dá um claro exemplo de visão política ao assumir a dianteira deste processo na América Latina. Torço para que no Brasil isso aconteça ainda neste próximo governo". Paulo Borges, ainda solteiro, adotou uma criança de dois anos que morava em Salvador. Isso em 2007. Na época, Paulo afirmou que durante o processo de adoção, a questão da orientação sexual nem chegou a ser assunto. O mais importante era saber se a pessoa tinha estrutura, se não estão entregando a criança para um maluco.

E, na tentativa de repercutir o caso argentino e, quem sabe, de alguma forma funcionar como efeito dominó (parece que no Uruguai o matrimônio igualitário será apresentado em breve), a Associação Cultural MixBrasil convidou celebridades como os apresentadores Astrid Fontenelle e Cazé Peçanha, além da global Regina Casé, para posarem segurando uma placa com a frase "Sim, eu aceito". "Acredito firmemente no direito universal das pessoas firmarem seus compromissos de amor. As relações de uma vida têm direitos adquiridos e que precisam ser preservados. Se em uma sociedade comercial os direitos são preservados, em uma relação de amor também tem que ser assim. Simples assim", disse Astrid Fontenelle, quando perguntada sobre o motivo pelo qual aceitou o convite para a campanha.

A saber: a Argentina, ao decretar "sim" ao matrimônio universal, alinhou-se a outros nove países: Holanda, Bélgica, Espanha, Canadá, África do Sul, Noruega, Suécia, Portugal e Islândia. Apesar da manifestação contrária a decisão, chamando o projeto de "coisa do demônio", a presidente da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, considerou o feito "um marco histórico que representa uma ampliação do bem de toda a sociedade".

Fonte: Redação Terra
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