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Fibromialgia: como é existir quando tudo dói?

A dor que não aparece nos exames pode mudar a rotina, o trabalho e até os planos de quem vive com fibromialgia. Afinal, como é conviver com essa doença?

13 ago 2026 - 21h28
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Foto: Minha Vida

Imagine acordar todos os dias com a sensação de uma dor de dente espalhada pelo corpo inteiro? Não é uma dor localizada que aparece depois de um esforço físico ou de uma noite mal dormida. É um incômodo constante, que muda de lugar, que se mistura com outras sensações e que, muitas vezes, não tem explicação nenhuma para quem está ao redor.

Essa é a realidade de milhões de pessoas que convivem com a fibromialgia, uma condição ainda cercada de dúvidas, preconceito e diagnósticos tardios.

Para entender melhor o que acontece no corpo e na mente de quem tem fibromialgia, o VidaCast conversou com a médica reumatologista Sylvana Braga, com o ortopedista especializado em quadril e dor Thiago Salé, e com Isa Meneghini, estudante de fisioterapia que convive com a doença desde a infância e recebeu o diagnóstico correto apenas aos 15 anos. 

Essas três vozes se cruzam numa mesma conclusão: a fibromialgia não é frescura, não é exagero e não está apenas na cabeça dos pacientes, embora seja, justamente, o cérebro o centro de tudo o que acontece.

A dor não começa necessariamente no corpo inteiro

A imagem mais conhecida da fibromialgia é a de uma pessoa que sente dor em praticamente todo o corpo. Mas nem sempre é assim no começo. Em muitos casos, os sintomas aparecem aos poucos: uma dor em determinada região, depois outra, uma sensibilidade muscular que aumenta, cansaço que não desaparece com o descanso ou uma dificuldade persistente para dormir.

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